SFI: Atividade sensorial fortalece inclusão de aluno com deficiência visual na Escola Maria Joaquina

Para estudantes com deficiência visual, experiências concretas e multissensoriais são importantes recursos de acesso à aprendizagem


  • 28/08/2026, 18h19, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – A inclusão escolar também se constrói nos detalhes, na criatividade e na capacidade dos profissionais de compreenderem as necessidades de cada estudante. Na Escola Municipal Maria Joaquina, localizada em Praça da Fé, uma atividade sensorial desenvolvida especialmente para um aluno com deficiência visual tem chamado a atenção pelo cuidado, intencionalidade pedagógica e dedicação envolvida em sua elaboração.

O material foi confeccionado pela profissional de apoio Clidia de Souza Correia Leal, que acompanha o estudante, e reúne diferentes superfícies, texturas, formas e elementos táteis, possibilitando que o aluno explore o ambiente por meio do toque e das sensações. A proposta favorece a estimulação sensorial, a percepção tátil, a discriminação de diferentes texturas, a coordenação motora, a orientação espacial e a ampliação das possibilidades de participação nas atividades escolares. (Leia mais abaixo)

Para estudantes com deficiência visual, experiências concretas e multissensoriais são importantes recursos de acesso à aprendizagem. Ao utilizar materiais que podem ser explorados pelo tato, a escola amplia as formas de apresentação dos conteúdos e cria oportunidades para que o estudante desenvolva habilidades, faça descobertas e participe das experiências pedagógicas com maior autonomia.

A coordenadora geral multidisciplinar, Gisele Fernandes, explica que, embora tenha sido confeccionado a partir das necessidades específicas desse estudante, o recurso possui potencial de utilização com outros públicos e em diferentes propostas pedagógicas. Atividades sensoriais como essa também podem ser exploradas com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), respeitando o perfil sensorial e as particularidades de cada aluno, contribuindo para experiências de exploração, percepção, organização sensorial e desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas.

Da mesma forma, o material pode ser incorporado às práticas da Educação Infantil, etapa em que a exploração de texturas, formas, cores, movimentos e diferentes sensações constitui importante estratégia para favorecer o desenvolvimento, a curiosidade e a aprendizagem por meio da experimentação.

“É um trabalho que nos enche de orgulho. Quando vemos um profissional estudando, buscando novas possibilidades e produzindo um recurso pensando especificamente nas necessidades daquele aluno, percebemos que existe um movimento muito bonito acontecendo em nossa rede. Acredito que isso é resultado das formações continuadas, da busca dos nossos profissionais por capacitação, mas também de muita dedicação, sensibilidade e amor envolvidos no trabalho”, ressaltou a coordenadora.



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