Sete pessoas são presas em ação de combate à falsificação de cerveja

Dois galpões, em Itaboraí e Magé, na Região Metropolitana, foram fechados pela polícia. Engradados, rótulos e tampinhas, usadas na adulteração foram apreendidos pela polícia.


  • 23/06/2022, 16h38, Foto: Divulgação.

Sete pessoas foram presas pela Polícia Civil por envolvimento com uma quadrilha de falsificação de cerveja. Dois galpões, em Itaboraí e Magé, na Região Metropolitana, foram fechados pelos agentes. Os locais eram usados para fazer a troca dos rótulos de cervejas mais baratas pelos de marcas mais caras.

Os policiais encontraram no local várias marcas de cerveja e três caminhões que eram usados para transportar as bebidas. (Leia mais abaixo)

Engradados, rótulos e tampinhas, usadas na adulteração foram apreendidos pela polícia.

"O que nós temos notícia é que uma caixa da cerveja fraudada é oferecida no comércio em torno de R$ 90, quando o produto original não vaio custar menos de R$ 160, R$ 170. O comerciante que adquire o produto nessas circunstâncias tem a plena noção de que está levando um produto vindo de atividade criminosa", disse o delegado Mário Luiz da Silva.

O homem apontado pelos agentes como dono do galpão, Élio Ricardo da Silva Goulart, e três parentes dele, Rosângela do Almo Carneiro Goulart, Jadeny da Silva Goulart e Elen do Almo Carneiro Goulart, foram levados para a delegacia.

Além deles, Gabriel Xavier da Silva, Rafael Xavier da Silva e Paulo Agostinho da Silva Júnior também foram presos por envolvimento no esquema.

Todos vão responder por organização criminosa, conduta de fraudar preço, oferta de produto impróprio para consumo e estelionato. (Leia mais abaixo)

A Polícia Civil também indiciou os integrantes da quadrilha pelo crime contra a saúde pública, já que os consumidores correm o risco até de morte, se beberem a cerveja manipulada.

"Você tem uma garrafa colocada em um recipiente com água, que é retirada de qualquer lugar, que é para o rótulo sair com mais facilidade. O lacre é retirado. Então, em algum momento, ocorrerá a contaminação do conteúdo dessas garrafas, dessas embalagens, com a água que vem de qualquer lugar", afirmou o delegado.

A Operação Malus Bibere, que tem como objetivo desmantelar uma quadrilha especializada na falsificação de cerveja, foi comandada por agentes da 79ª DP (Jurujuba).

A polícia informou que o Élio Ricardo da Silva, apontado como dono do galpão, Gabriel Xavier da Silva, Rafael Xavier da Silva e Paulo Agostinho, disseram que só vão se pronunciar em juízo. E que as três parentes de Élio Ricardo negaram as acusações.

Galpão fechado em Queimados - Um dos presos estaria envolvido em outro caso de adulteração de cerveja. No caso, outro galpão desmantelado. (Leia mais abaixo)

Na terça (21), as polícias Civil e Militar fecharam um galpão em Queimados, na Baixada Fluminense, usado para falsificar cerveja. As tampas e rótulos de bebidas mais baratas eram trocados por outros, de marcas mais caras. Doze homens foram presos no local.

A Operação Ressaca aconteceu em conjunto entre agentes da 21ª DP (Bonsucesso) e policiais do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BVPE).

Um homem demonstrou aos policiais como era o golpe: ele tira a tampinha original e coloca a de marca. Depois, os adesivos do alto da garrafa e do rótulo central são colados.

Fonte: G1



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