Confira abaixo informações sobre a urna eletrônica, aparelho utilizado desde 1996 para as eleições brasileiras.
1- A urma eletrônica brasileira tem 26 anos A urna eletrônica foi utilizada pela primeira vez no Brasil nas eleições municipais de 1996. Na época, os votos de 32 milhões de brasileiros, um terço do eleitorado da época, foram coletados pelas urnas informatizadas. Eram 70 mil urnas eletrônicas em 57 municípios. (Leia mais abaixo)
2- A urma eletrônica foi prevista por lei em 1932 A criação de um aparelho para ccoletar votos estava prevista na lei brasileira desde a década de 1930. O primeiro código eleitoral do país, aprovado em 1932, previa o "uso das máquinas de votas, regulando oportunamente pelo Tribunal Superior (Eleitoral)".
3- As urnas não têm conexão com a internet A urna eletrônica brasileira foi concebida para ser um equipamento sem qualquer ligação com a internet, seja ela a cabo ou sem fio. O equipamento é autossuficiente (standalone device) e, assim, um hacker não teria como invadi-la.
4- Pelo menos 25 países usam urnas eletrônicas De acordo com o Institute for Democracy and Electoral Assistence (Ideal), pelo menos 25 países utilizam urnas eletrônicas semelhantes às brasileiras. Nos Estados Unidos, 11 dos 50 estados têm urnas eletrônicas que também não imprimem votos.
5- O código-fonte das urnas é auditável O código-fonte, ou seja, a programação do sistema que roda nas urnas eletrônicas, sofre auditoria em todo período pré-eleitoral. Seis meses antes da cerimônia de lacração das urnas, várias entidades porem auditar a íntegra do programa.
6- As urnas funcionam sem energia por 12 horas Em caso de falta de luz no local de votação, é acionada a bateria da urna eletrônica, que a mantém ligada fora da tomada por até 12 horas. Esse tempo é suficiente para garantir o início e o término das eleições, das 8h às 17h. (Leia mais abaixo)
7- A urna eletrônica é acessível para deficientes Além das teclas com relevo em Braile, o modelo de 2022 da urna eletrônica tem um sintetizador de voz que lê a tela para o eleitor com deficiência visual. Além disso, haverá um intérprete de Libras na tela para indicar quais cargos estão em votação.
EXTRA Desde 2008, o sistema operacional Linux é usado nas urnas brasileiras. Ele é aberto, o que possibilita que pessoas do mundo inteiro contribuam com seu aprimoramento. Para garantir mais segurança, entretanto, o sistema é modificado para aceitar apenas o programa de votação.
Fonte: R7