Vereadores que votaram a favor de hospitais e servidores sofrem pressão

Governo Rafael Diniz enonera pessoas ligadas a vereadores do G-8


  • 18/12/2019, 21h52, Foto: Campos 24 Horas.

O segundo dia de votação na Câmara de Vereadores de Campos foi dos mais acirrados, marcado por mais uma derrota do governo Rafael Diniz, que teve dois importantes projetos na área de Saúde, dentro de um pacote batizado como “pacote de maldades”, reprovados. O novo grupo do Legislativo, o G-8, liderou a votação contrária aos projetos - um diminuía o valor da insalubridade e o outro acabava com o vale alimentação de R$ 200 -, tendo apoio dos seis vereadores de oposição e, também, dos governistas Cláudio Andrade e Silvinho Martins.

Com atraso de mais de duas horas e se estendendo até quase às 23h, o clima na sessão plenária foi dos mais polêmicos, com vaias dos servidores aos vereadores que usaram o microfone para defender os projetos, até expulsão de pessoas mais exaltadas do plenário. Portando cartazes como “somos a engrenagem de cidade”, “o serviço público passa por nossas mãos”, entre outros, em vários momentos os servidores tiveram embates com as próprias pessoas do plenário, que gritavam a favor da aprovação dos projetos. (Leia mais abaixo)

Para o vereador da base do governo, Cláudio Andrade, “o servidor público é o principal patrimônio da prefeitura” e, por isso, não poderia votar nenhum projeto que o penalizasse. O vereador do G-8, Ivan Machado, “todo poder emana do povo e, se não há reajuste para o servidor, como diminuir direitos?”, acrescenta ao justificar seu voto favorável. A vereadora de oposição, Josiane Morumbi lembra ao antecipar que votaria contra, que “o prefeito quando era vereador dizia que era a favor do servidor e, agora, está contra, apresentando esses projetos”.

OS PROJETOS - Um dos projetos trata da insalubridade dos servidores estatutários. Hoje o valor da insalubridade é calculado em cima do salário base e, caso o projeto fosse aprovado, seria em cima do salário bruto, o que, segundo os servidores, já daria uma diferença muito grande no final do mês. Atualmente a insalubridade é para o servidor que ganha até R$ 3.170, sobre o salário base. Pelo projeto, o benefício seria para quem ganha até R$ 3.400, mas em cima do bruto. O outro projeto acabaria com o vale alimentação de R$ 200.

COMPONENTES DO G-8: É formado pelos vereadores Igor Pereira (PSB), Enock Amaral (PHS), Ivan Machado (PTB), Joilza Rangel (PSD), Jorge Virgilio (PRP), Luiz Alberto Nenem (PTB), Marcelo Perfil (PHS) e Paulo Arantes (PSDB).

(Matéria ampliada às 23h58)



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