Vídeos: Servidores se unem e montam ofensiva contra o governo Diniz

Carreata na manhã deste sábado. Sindicatos apontam várias ilegalidades no tratamento ao servidor


  • 11/07/2020, 08h27, Foto: Filipe Lemos/ Campos 24 Horas.

VEJA VÍDEOS AO FINAL DAS INFORMAÇÕES - Diferentes categorias dos servidores públicos municipais de Campos realizaram na manhã deste sábado (11) uma carreata e a divulgação de um manifesto, denunciando o que consideram como ataques aos seus direitos praticados pelo governo do prefeito Rafael Diniz (Cidadania), como os cortes de gratificações, de adicionais noturno e de insalubridade, além do atraso de salários e pagamento parcelado dos vencimentos de aposentados e pensionistas. A ofensiva contra o governo, que tem a frente os Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Siprosep), o Sindicato dos Médicos de Campos, o Sindicato dos Empregados na Saúde e o Sindicato dos Professores (Sepe), saiu da Praça do Liceu, por volta das 10 horas, com o apoio de vereadores da Comissão de Trabalho da Câmara Municipal de Campos, presidida pelo vereador Cabo Alonsimar (Podemos) e tem ainda como membros Renatinho do Eldorado (Podemos) e Álvaro Oliveira (SD). 

“Há algumas semanas temos conversado com vereadores que tem solicitado informações ao prefeito sobre a situação dos servidores, mas que nunca chegam à Câmara. Mas logo afirmamos que nosso movimento não tem conotação política ou partidária, mas uma manifestação para denunciar esta situação, por melhores condições de trabalho do servidor e de atendimento à população”, disse o presidente do Sindicato dos Médicos de Campos, José Roberto Crespo. (Leia mais abaixo)

Os que reclamam de atrasos de salários são os prestadores de serviço que trabalham pelo regime de RPA (Recibo de Pagamento de Autônomo). Já são seis meses que esses trabalhadores não vêem a cor do dinheiro. O prefeito também determinou o corte nas gratificações dos trabalhadores da saúde que estão no grupo de risco e foram afastados.  Há também queixas dos estão na frente de luta contra a pandemia, no Centro de Combate ao Coronavírus, no Hospital da Beneficência  Portuguesa, que tiveram retirados suas gratificações por insalubridade e adicional noturno.

“A verdade é que estamos num período de pandemia, e os trabalhadores da Saúde que estão se doando como nunca nesta frente de batalha têm sido desrespeitados. O sindicato inclsive já entrou com uma denúncia no Ministério Público e ajuizamos também uma ação junto à Justiça da comarca local.”, acrescenta José Roberto.

O médico e sindicalista avalia que muitas despesas poderiam ter sido prorrogadas no executivo, como os gastos com algumas compras, como o do ponto biométrico, algumas licitações e aditivos poderiam ter sido evitados. “Não é com o servidor que o governo tem que fazer economia, porque são despesas mínimas em comparação com esses gastos”, destacou Crespo.

Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Carlos Morales, disse que o prefeito tem cometido várias ilegalidades no tratamento ao servidor. “Nosso objetivo é mostrar à população esta situação, com uma carreata, com faixas e um buzinaço, onde ninguém vai descer dos seus carros justamente para evitar aglomerações. Vamos fazer uma manifestação pacífica, mas firme e incisiva, para denunciar estas ilegalidades que têm sido praticadas contra os trabalhadores da Saúde neste período de pandemia. É uma pouca vergonha essas práticas do prefeito contra os servidores justamente num momento em que a população reconhece a dedicação desses trabalhadores, mas que em Campos não tem sido respeitados”.

Morales falou também sobre a situação dos aposentados e pensionistas da prefeitura. “O governo anunciou que paga 75% dos proventos. E os outros 25%, quando vai pagar? Ninguém sabe... Isso é uma pouca vergonha, uma falta de respeito, justamente contra quem trabalhou a vida toda e agora busca viver com dignidade os seus últimos anos de vida”. (Leia mais abaixo)

Na página do Siprosep, no Face Book, a presidente da entidade, Elaine Leão, também se manifestou. “Através da Unidade Classista, vamos mostrar que juntos somos mais fortes. E mostrar nossa indignação contra os desmandos deste governo e a forma como trata os servidores”, postou Elaine

Os manifestantes irão também denunciar o abandono a que o município tem sido relegado pelo governo estadual, com a não instalação do hospital de campanha para assistir os pacientes com o Covid-19.

FISCALIZAÇÃO - No último dia 27, a Câmara Municipal de Campos, enfim, decidiu criar uma Comissão de Fiscalização para acompanhar os gastos do governo os repasses emergenciais para o novo coronavírus, a Covid 19, proposta do vereador Igor Pereira (PSB). A finalidade da comissão é evitar o que ocorreu no Governo do Estado, onde práticas de corrupção com recursos da pandemia levaram o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, à prisão. Mas os pedidos de informações dos vereadores sobre a situação dos salários e direitos dos servidores continuam na gaveta.  

(Leia mais abaixo)



fique bem informado