Servidores: Em reunião, prefeito diz que não há previsão para reajustes
De acordo com o Rafel Diniz a prioridade é para manter os pagamentos em dia dos servidores efetivos, repasses aos hospitais contratualizados e os serviços essenciais
Muitas esperanças foram depositadas na reunião desta terça-feira (19), no auditório do Cesec, entre o Presidente do Siprosep, diretores e Comissão de Servidores. O encontro foi marcado no último dia 05, quando os servidores municipais fizeram uma manifestação pelos seus direitos, ainda negados pela Prefeitura de Campos.
Segundo os servidores, apesar da expectativa, a reunião não foi proveitosa. O prefeito Rafael Diniz não voltou atrás em absolutamente nada e continua informando que, pela condições financeiras do município, não dará nem ao menos a reposição das perdas salariais. Ele só acenou positivamente com relação a um pequeno reajuste no auxílio alimentação nos próximos meses, mas não precisou o momento em que isso poderá ocorrer.
Quanto ao PCCS qualquer alteração somente acontecerá com previsão em dezembro.
Em função de toda essa negativa e da falta de perspectivas, o SIPROSEP, como garantia, entrou com uma ação na justiça desde o dia 1° de junho, para cobrar essa reposição que os servidores têm direito.
Nós próximos dias será marcada nova assembleia da categoria. As informações são do Siprosep.
NOTA DA PREFEITURA
Durante reunião, nesta terça-feira (19), com representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e de trabalhadores de setores da Prefeitura, o prefeito Rafael Diniz, acompanhado do secretário municipal de Gestão Pública, André Oliveira, reafirmou a abertura permanente para diálogo com os servidores, mas enfatizou que, devido às dificuldades financeiras municipais, ainda não é possível fazer previsão para reajustes dos servidores neste momento.
Na reunião, foi passado um panorama das contas públicas municipais. Entre o explicitado no encontro, está a recente determinação de pagamento dos precatórios dos exercícios anteriores da Prefeitura, cujo pagamento de R$ 16 milhões do total de R$ 70 milhões deverá ser feito nos próximos sete meses. Além disso, há o repasse mensal de R$ 4 milhões ao PreviCampos, outros R$ 4 milhões mensais à Caixa Econômica Federal pela ‘Venda do Futuro’ e dívidas com fornecedores deixadas por administrações anteriores que chegam a R$ 5 milhões mensais.
Neste momento, com este cenário, a prioridade da gestão municipal é para manter os pagamentos em dia dos servidores efetivos, repasses aos hospitais contratualizados e os serviços essenciais. A gestão atual se esforça também para atualizar o quanto antes os pagamentos dos prestadores de serviço em Regime de Pagamento Autônomo (RPA).