O governo do estado precisa de R$ 10 bilhões da União para conseguir quitar seus compromissos, como o pagamento do funcionalismo e de fornecedores. Em entrevista concedida ao EXTRA neste fim de semana, o secretário estadual de Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho, disse que o Rio terá um rombo de R$ 25,7 bilhões em 2020. Isso porque o orçamento do estado, de cerca de R$ 70 bilhões, já tinha previsto um déficit de R$ 10 bilhões. Somado a isso, veio a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus e a queda do preço do barril de petróleo, que impactam os royalties. Essas receitas obtidas pelo Rio — por ser um estado produtor de óleo — são destinadas ao pagamento das aposentadorias e pensões. A folha do funcionalismo custa, por mês, R$ 2,3 bilhões.
Na quinta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), apresentou o projeto de socorro a estados e municípios elaborado com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O pacote prevê o repasse de R$ 60 bilhões aos entes federativos. O Rio teria uma fatia de R$ 1,673 bilhão, valor bem abaixo do esperado pelo governo do estado. (Leia mais abaixo)
Uma das contrapartidas exigidas pela União para dar esse socorro é o congelamento dos salários dos servidores federais, estaduais e municipais por 18 meses. Até o fechamento desta edição,o senador Alcolumbre, também relator do projeto, lia as emendas feitas ao texto substitutivo.
Fonte: Extra