Servidores de Campos rejeitam proposta e decidem por paralisação de 24h

Decisão foi tomada em assembleia na sede do Sindicato da categoria


  • 29/04/2019, 20h33, Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas.

Em assembléia realizada na tarde desta segunda-feira (29), servidores da Prefeitura de Campos rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 4,18% e entraram em estado de greve. A assembléia ocorreu no Sindicato dos Professores e Servidores Públicos Municipais (Siprosep) e foi aprovada uma paralisação por 24 horas na próxima segunda-feira, dia 6.

Os servidores estão há dois anos sem reajuste salarial. Segundo eles, o percentual deveria ser de 15% para compensar  a falta de reajuste nos anos de 2017 e 2018 . A categoria também reivindica a  correção da classificação no Plano de Cargos e Carreira, retorno do Plano de Saúde e aumento do auxílio alimentação. (Leia mais abaixo)

O presidente do sindicato, Sérgio Almeida, disse que a proposta da prefeitura está fora das expectativas da categoria.

A presidente da Associação dos Servidores Públicos Municipais (ASPMCG), Elaine Leão, falou ao Campos 24 Horas. " Nós, enquanto associação de classe, entendemos que o oferecido pelo governo está muito longe da defasagem salarial de 3 anos sem reajuste/ reposição.  O Servidor Municipal vem perdendo ao longo dos anos.  E agora a proposta do governo é de 4%, em média", afirmou, acrescentando que:

"Sabemos da dívida encontrada pelo governo, mas não aceitamos o discurso de que a folha de pagamento está no teto da LRF, pois há cargos que deveriam ser extintos por total inoperância administrativa, ex: encarregado de localidade administrativa, encarregado regional, entre outros.  É um afronta com o servidor público. O servidor está cansado de injustiça e de promessa vazia. Iremos lutar pelos nossos direitos. Não é só o reajuste que está em pauta", concluiu.

Nota da Prefeitura:

A Prefeitura de Campos fez vários cálculos para apresentar uma proposta de reajuste aos servidores, dentro da realidade econômica do município. Campos possui uma folha de pagamento do funcionalismo de R$ 79 milhões, o que compromete 47% da arrecadação própria do município. Um reajuste superior ao que está sendo oferecido (4,18%, de acordo com IPC-A) ultrapassa o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com o reajuste proposto pelo município, o impacto na folha de pagamento será de R$ 40 milhões, ao ano. Um reajuste de 15% causaria um impacto de R$ 150 milhões na folha de pagamento ao ano. O principal objetivo no momento é manter o pagamento do servidor em dia, como vem acontecendo graças ao planejamento realizado pela equipe econômica da Prefeitura. (Leia mais abaixo)

A Prefeitura também vem lutando por outras conquistas para os servidores como a inauguração da Policlínica do Servidor, que atende o funcionalismo em várias especialidades médicas; está colocando em dia dívidas encontradas na Previdência dos Servidores do Município de Campos (PreviCampos) da ordem de R$ 180 milhões, que vêm sendo pagas pela atual gestão nos últimos dois anos, garantindo assim a aposentaria futura dos servidores e, também, criou outros benefícios, como o Clube de Descontos, entre outros. Nos últimos dois anos, a prefeitura vem mantendo diálogo com os servidores e, de forma transparente, apresentou os impactos que o município teve com a crise econômica e queda de arrecadação, tendo que manter o pagamento dos custos permanentes da prefeitura para manter o funcionamento de serviços essenciais. Paralelo a isso, busca alternativas para reduzir a dependência dos royalties e fomentar a economia, gerando emprego e renda.



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