28/12/2016 08h52 | Foto: Campos 24 Horas

Depois de enfrentar a fúria de professores, coveiros e garis que entraram em greve devido a atrasos de salários, o inferno astral do prefeito de Cabo Frio, Alair Correa (PP) prossegue com uma reação inusitada de um grupo de servidores municipais que decidiram esfregar fezes numa das casas do prefeito, no Jardim Excelsior.
Depois de enfrentar uma série de manifestações de servidores na porta de sua casa, Alair resolveu mudar de residência. Tão logo os funcionários da prefeitura descobriram o paradeiro do prefeito, se deslocaram para o novo endereço.
Além das manifestações de praxe, com cânticos e palavras de ordem, o grupo espalhou lixo em frente à residência, jogou ovos e espalhou fezes no portão do imóvel. Aparentemente, não havia ninguém no imóvel no momento do protesto.
Além da proximidade dos festejos de fim de ano e do fim do atual mandato, os ânimos acirraram-se nos últimos dias por conta do pagamento diferenciado de salários entre os segmentos. Enquanto, por exemplo, os coletores da Comsercaf já receberam o 13º salário deste ano, há funcionários de outras secretarias que sequer tiveram os vencimentos de agosto depositados.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cabo Frio, Olney Vianna, garante que de um total de 9 mil servidores, mais de oito mil funcionários não receberam nem o salário do mês de outubro.
“Tem um monte de secretarias que não receberam setembro. Muita gente da Saúde não recebeu setembro. O próprio secretário de Fazenda confessa que tem gente que não recebeu o mês de agosto. Mais ou menos mil servidores não receberam setembro ainda”, critica Olney.
No caso da Educação, a categoria que mais se manifestou contra os atrasos no pagamento, além da falta de direitos e de condições de trabalho, a situação não é diferente.
A diretora do Sepe-Lagos, Denise Teixeira, revelou que uma parcela ínfima recebeu o salário de outubro.
Em novembro, o Sepe chegou a organizar uma vaquinha para ajudar os servidores com dificuldades. Nas manifestações, os professores arrecadavam alimentos para os mais necessitados.