Uenf: decisão de Pezão de parcelar salários gera revolta

Servidores fazem ato e cruzam os braços por 48h contra parcelamento


02/12/2015   às 11h   -   Foto: Filipe Lemos/Campos 24 HorasUenf-protesto20151202062243AjF0TbzTkG76zi_6gj3iTqsHbOGEpwHVRjTl2VyF0VxPA primeira reação contra a decisão do governador Luiz Fernando Pezão de parcelar os salários do funcionalismo ocorreu na manhã desta quarta-feira(02), em Campos. Servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) realizaram um ato em frente à instituição contra o parcelamento e anunciaram  paralisação de 48 horas. O servidor que  recebe até o valor de R$ 2 mil, teve o salário pago. Já quem recebe valor superior, teve o salário divido em duas parcelas, sendo a segunda prevista para o próximo dia 9. Sérgio Dutra, técnico-administrativo da universidade e dirigente sindical, disse ao Campos 24 Horas que só há incertezas no que diz respeito ao restante do salário e também em relação ao 13º salário, que  permanece sem previsão de pagamento. "Isso não é um fato isolado, antes  tivemos diversos problemas financeiros. Ano passado, os servidores da universidade tiveram apenas 19% de reposição de perda salarial após quatro anos sem nenhuma revisão de inflação. Os professores receberam 39% de reposição de perda salarial, ou seja, foi uma atitude discriminatória e que quebra uma lei. O Estado descumpriu uma lei que rege o plano de cargo dos servidores. Além disso, tivemos desconto do auxílio alimentação durante um ano. Atualmente, recebemos apenas uma parte. A remuneração do servidor está sendo colocada em último plano", destacou Sérgio. Alf8nfjqoVxftizHXP8yGCqtKN1xJ4UDLjfikmzs1ajBEle ainda frisa que parcelamento do salário é inviável, já que os servidores, assim como qualquer trabalhador, tem contas a pagar. "Quero ver se o Estado vai falar com nossos credores para parcelar nossas dívidas, como aluguel e pagamento de fatura de cartão de crédito". Sérgio Dutra informa que ocorrerá  uma assembleia conjunta dos  servidores, alunos e professores para que definir o que será feito. "O que temos em mente é que ficaremos parados até que caia o restante do pagamento na conta", finalizou.    



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