Vídeo mostra serpente identificada como cascavel nadando em barragem


Um vídeo publicado no Instagram mostra uma serpente nadando em uma barragem não identificada. Durante a gravação, o autor chama o animal de cascavel e afirma que consegue ver o “maracá”, nome popular dado ao chocalho na ponta da cauda.

As imagens mostram o animal se deslocando na superfície por ondulações laterais e reduzindo a distância em relação à embarcação de onde a cena é filmada. O registro não permite concluir que a serpente perseguiu ou tentou atacar o pescador. (Leia mais abaixo)

Identificação exige cautela

O formato do corpo e os desenhos dorsais são compatíveis com uma cascavel, mas os ângulos e a resolução do vídeo não permitem confirmar a espécie. Também não foram comprovados o local, a data da captação, a identidade do pescador ou a autoria original.

A postagem foi feita pelo perfil @formosoalerta e atribui o vídeo a @pgpescaart. Esse crédito reproduz a informação apresentada na rede social e não constitui verificação independente de autoria.

Serpentes conseguem nadar

A presença de uma serpente em água aberta não é, por si só, um comportamento anormal. Uma revisão científica publicada em 2024 reuniu informações sobre centenas de espécies e concluiu que a capacidade de nadar é amplamente distribuída entre as serpentes.

Há ainda um registro publicado em 2015 de uma cascavel atravessando cerca de 310 metros do Rio Grande, em Fronteira, Minas Gerais. O dado ajuda a demonstrar a capacidade de deslocamento na água, mas não explica a motivação do animal que aparece no vídeo. (Leia mais abaixo)

O que fazer ao encontrar uma serpente

O Ministério da Saúde orienta afastar-se do animal e acionar a autoridade competente quando for necessária a remoção. Em água ou numa embarcação, a conduta prudente é manter distância, não tocar, provocar, cercar ou tentar capturar a serpente e permitir que ela siga o deslocamento.

Em caso de picada, a vítima deve ser levada rapidamente a um serviço de saúde. Não se deve fazer torniquete, cortar o local ou aplicar substâncias caseiras.

Fonte do vídeo: reprodução Instagram/@formosoalerta; crédito indicado na postagem: @pgpescaart. Narração produzida com voz sintética autorizada para o projeto C24H.



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