Será que um medicamento pode prolongar a vida de um cachorro?

Os pesquisadores precisarão demonstrar que os remédios acrescentam anos bons e saudáveis à vida do cão


  • 16/12/2023, 09h27, Foto: Divulgação.

A vida de um cachorro doméstico segue uma trajetória previsível. Com o tempo, o filhote de orelhas caídas, que adormece em cima do pote de comida vai se tornar um adolescente de pernas um pouco mais longas (dependendo da raça, claro) e, finalmente, vai se estabelecer na vida adulta, com um local cuidadosamente escolhido para dormir e um ritual antes de se deitar bem ensaiado. Mas, com o passar dos anos, suas articulações ficarão mais rígidas e seu focinho, grisalho.

Um dia, que inevitavelmente chegará cedo demais, seu rabo, enfim, vai parar de abanar. "Quando você adota um cachorro, está adotando um sofrimento futuro. Vale a pena, porque você recebe muito amor, mas a vida deles é bem mais curta que a nossa", disse Emilie Adams, nova-iorquina dona de três cães da raça leões-da-rodésia (ou Rhodesian ridgeback) (Leia mais abaixo)

Nos últimos anos, cientistas têm buscado medicamentos que possam adiar essa dor, prolongando a vida de nossos companheiros caninos. Recentemente, a empresa de biotecnologia Loyal anunciou que deu mais um passo para lançar um desses medicamentos no mercado. "Os dados fornecidos são suficientes para mostrar que há uma expectativa razoável de eficácia", afirmou um representante da FDA, agência federal americana responsável pelo controle de alimentos e remédios, à empresa em uma carta recente.

Isso significa que o medicamento, que a empresa se recusou a identificar por questões de propriedade, atendeu a um dos requisitos para "aprovação condicional ampliada", tipo de autorização concedida a medicamentos veterinários voltados a necessidades de saúde ainda não atendidas e que exigem ensaios clínicos difíceis.

O remédio ainda não está disponível para os pets, e a FDA ainda precisa revisar os dados de segurança e de fabricação da empresa. Mas a aprovação condicional, que deve acontecer em 2026, vai permitir que a empresa comece a comercializar o medicamento mesmo antes da conclusão de um grande ensaio clínico.

Não se sabe se a droga, de fato, vai cumprir essa promessa. Embora um pequeno estudo sugira que pode atenuar as mudanças metabólicas associadas ao envelhecimento, a empresa ainda não demonstrou que ela prolonga a vida dos cães.

Fonte: RPET (Leia mais abaixo)



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