Seminário na Câmara debate capacitação


segunda-feira, 08 de abril de 2013  -  Foto: Campos 24 Horas e Ascom Grupo de Trabalho presidido pela vereadora Auxiliadora Freitas comandou seminário

Seminário 0804 1Seminário 0804 3Encontrar uma porta de saída para o Cheque Cidadão a fim de que seus beneficiários ingressem em programas de qualificação profissional e não se mantenham eternamente dependentes da ajuda de programas sociais. Foi este o eixo central e o tom dos debates no seminário “Do Cheque Cidadão à Assinatura da Carteira de Trabalho”, realizado ontem durante sessão especial na Câmara de Vereadores de Campos.

Os trabalhos foram abertos pelo presidente da Casa, vereador Edson Batista (PTB), que destacou o ciclo econômico que Campos atravessa no momento, com um gigantesco aporte de investimentos privados nos complexos do Açu e Farol/Barra do Furado, mas alertou sobre a preocupação com as mazelas do crescimento e destacou  necessidade de ampla discussão da questão da inclusão pela capacitação. (Leia mais abaixo)

“A expansão do crescimento econômico regional não pode repetir por aqui o que houve, por exemplo, em São Paulo, onde se reproduziu um modelo excludente que tem na Avenida Paulista o seu símbolo financeiro, que concentra 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) do País numa cidade onde a poucos quilômetros dali se vê os contrastes mais absurdos em bairros na periferia, com o acúmulo de bolsões de pobreza e todas as mazelas como as condições mais indignas de moradia, misérias, tráfico de drogas e prostituição”, comentou o presidente do Legislativo.

A professora Auxiliadora Feitas (PHS), presidente do Grupo de Trabalho Extraordinário que terá a tarefa de aprofundar a discussão da capacitação e os caminhos do Cheque Cidadão, considerou que os programas sociais são essenciais como instrumento de proteção às famílias mais vulneráveis, mas é preciso ir adiante. “Os programas são essenciais porque uma pessoa não pode passar por privações como a falta de condições mínimas de sobrevivência. Mas é preciso irmos além, garantindo a essas pessoas direitos sociais, civis e de cidadania, a curto, médio ou a longo prazo”, declarou.

Auxiliadora explicou que o seminário desta segunda-feira foi antecedido por uma série de encontros entre o Grupo de Trabalho que preside e agentes públicos e privados com responsabilidade na questão das políticas sociais e capacitação.

“Antes de iniciarmos este seminário, fizemos vários encontros com os secretários e outros gestões que trabalham com programas assistenciais e de capacitação para que chegássemos a um diagnóstico da situação. Chegamos a muitos avanços, mas precisamos avançar ainda mais porque as demandas são sempre maiores”, acrescentou.

A secretária de Familia e Assistência, Izaura Freire, disse que programas como o Cheque Cidadão e o Bolsa Familia visam a atender as necessidade básicas de pessoas excluídas e em situação de extrema vulnerabilidade. “O Cheque Cidadão é um direito dessas pessoas, sim, mas discutir esses programas também é necessário. Como muita responsabilidade, precisamos estimular os seus beneficiários a aproveitar as oportunidades, a fim de que eles sejam protagonistas de sua própria história”, declarou. (Leia mais abaixo)



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