Terça-feira, 29 de janeiro de 2013 (Foto: Campos 24 Horas)
Pelo menos uma viatura da Polícia Militar permanece 24 horas no local (Leia mais abaixo)
Famílias acampadas nas terras da usina Cambaíba, estão recebendo desde segunda-feira (28) proteção policial. A medida foi tomada depois de uma solicitação da advogada do Movimento Sem-Terra (MST), Mariana Trotta, após o assassinato de Cícero Guedes, líder do MST.
Pelo menos uma viatura da Polícia Militar permanece 24 horas no local, já que os membros temem morrer assim como o Cícero.
Nesta terça-feira (29), a coordenadora nacional do MST, Marina Santos, disse que Campos é uma das cidades do país onde a impunidade impera nos casos escravidão e “grilagem de terras”. Uma comitiva formada por ela, representantes de movimentos sociais e pelo delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), José Otávio Fernandes, está na cidade para impedir que a morte de Cícero Guedes, fique impune.
José Otávio lembrou que em 1988 outro líder do MST, Sebastião Lan, foi assassinado na fazenda Campos Novos em Macaé, e que o mandante do crime nunca foi preso. (Leia mais abaixo)
A advogada Mariana Trotta, informou que um dos motivos da violência no campo é a lentidão no andamento dos processos de desapropriação de terras na Justiça. Ela garantiu que a ocupação foi feita depois de uma decisão judicial em negar a reintegração de posse aos proprietários.
Três dos cinco filhos de Cícero também estiveram presentes na reunião. Segundo dados do MST, na região há quase mil famílias assentadas em onze assentamentos e aproximadamente 800 famílias em oito acampamentos aguardando decisão da justiça pela posse das terras consideradas improdutivas.