À espera de respostas da Prefeitura de Campos, desde o último dia 9, sobre os salários atrasados dos trabalhadores por Recibo de Pagamento Autônomo (RPAs), o Grupo de Trabalho Extraordinário da Câmara voltou a oficiar o Executivo nesta quarta-feira (22). Os vereadores não descartam ir à Justiça por informações.
Em documentos reiterados às secretarias de Gestão Pública, Transparência e Controle, e de Governo, os vereadores Jorginho Virgilio, Joilza Rangel e Silvinho Martins pedem mais informações sobre os valores consolidados do que a Prefeitura deve aos RPAs, especificando os respectivos meses, além de cobrar um cronograma de pagamento. (Leia mais abaixo)
"Já se passaram quase duas semanas de que protocolamos os primeiros ofícios e não recebemos quaisquer respostas, por isso reforçamos o nosso pedido e iremos à Justiça caso não nos respondam o mais rápido possível. Creio que o prazo já tenha sido suficiente", disse o vereador Jorginho Virgilio.
"Nós três estamos unidos na mesma opinião. Vamos recorrer à Justiça, por uma liminar, se eles não nos derem as respostas nos próximos cinco dias", acrescentou a vereadora Joilza.
Os três vereadores entendem que para tentar qualquer avanço sobre os RPAs é preciso saber qual é a real situação deles e a disponibilidade financeira da Prefeitura para estipular um prazo de pagamento.
A proposta é tentar recursos, se preciso, até em Brasília, para quitar os meses atrasados.
O Grupo proposto pelo vereador Jorginho foi criado no dia 30 de junho por meio de um decreto assinado pelo presidente da Câmara, Fred Machado. (Leia mais abaixo)
A publicação determinou o prazo inicial de 30 dias para a conclusão do trabalho e apresenração de relatório, podendo o grupo ser extendido por mais um mês.
"São informações importantes e de fácil acesso às pastas. Não esperamos que haja qualquer tipo de dificuldade. Quem trabalha, tem que receber", afirmou Virgilio.
Com a criação do Grupo, além de se reunirem com representantes da Prefeitura, os veredores pretendem tentar uma audiência com deputados em Brasília e com o Ministério Público do Trabalho (MPT).
"O nosso Grupo de Trabalho representa todos os vereadores independentemente de bandeira partidária, pois é de interesse de todos resolver este problema. Dependemos destas respostas para que prossigamos com nossa luta, inclusive tentando apoio com deputados federais em busca de recursos, não só os de nossa cidade, mas todos aqueles que tiveram votos aqui no município", conclui Jorginho.