Conhecido pela coragem de colocar suas opiniões de forma incisiva, sem meias palavras, mas habilidoso nos bastidores, o subsecretário de Governo da Prefeitura de Campos, Marcos Soares, em entrevista ao Campos 24 Horas, revela o que viu no convívio com prefeito Rafael Diniz, analisa nome a nome do quadro de prefeitáveis, a situação do grupo político do Governo e suas chances eleitorais. E sentencia: “Rafael puxou para si a responsabilidade de medidas duras, porém necessárias para salvar a cidade”. Mas este é só o começo. Soares ainda garante que, apesar da situação atual, Rafael Diniz vai voltar às ruas e será candidato à reeleição. Por outro lado, o subsecretário chama a atenção para um aspecto do grupo político do Governo: “todos serão fiéis até o final”?.
Com essas declarações de Marcos Soares no início de 2020, ano de eleições, parece que a ala adulta do governo decidiu trabalhar forte politicamente. Soares fez uma análise desses últimos três anos do Governo Rafael Diniz e também da atual situação da Secretaria de Governo, considerada “o pulmão do governo”. (Leia mais abaixo)
Segundo ele, hoje a situação do município é uma “situação herdada” e, por isso, complicada financeiramente. Com isso, afirma, toda máquina administrativa torna-se complicada para trabalhar, refletindo diretamente nas ações, especialmente em se tratando da Secretaria Municipal de Governo, que faz política para o governo.
Soares classifica o Prefeito Rafael Diniz como um político de coragem, já que assim agiu, cortando determinadas ações do governo anterior, classificadas por Soares como boas, como por exemplo, o Cheque Cidadão e a Passagem a R$ 1, entre outras que, mesmo sendo boas, o prefeito não teve condições de bancar.
“O prefeito Rafael Diniz não teve medo de puxar o desgaste para ele, para a máquina pública não parar. Se ele não tomasse essas atitudes no início do governo, a máquina pública já tinha parado há muito tempo. E essa crise que atravessa o país e o Estado, afetou Campos completamente. Um dos municípios que foi mais prejudicado nessa situação financeira foi Campos. E teve também o empréstimo que a administração anterior pegou. A administração anterior trabalhou com quase R$ 4 bilhões em 2016 e, mesmo assim, deixou a prefeitura numa crise financeira sem precedentes”, afirma o subsecretário de Governo.
DESGASTE POLÍTICO – “Ele assumiu para si toda a responsabilidade e não teve medo do desgaste. Nenhum outro prefeito, até mesmo mais experiente, teria coragem de fazer o que Rafael fez. Mesmo sabendo que teria esse desgaste político sem precedentes, tomou as ações que tinham que ser tomadas na parte administrativa”.
PRÉ-CANDIDATOS A PREFEITO – Caio Vianna, filho do amigo Arnaldo Viana, vem se destacando como pré-candidato e está se dedicando, mas político é a população quem escolhe. Quanto a Wladimir Garotinho, o povo não vai querer projeto pessoal, vai querer projeto para a cidade e o pai só pensa nele. Marcelo Mérida é um homem preparado, inteligente, mas não é momento dele ainda, tem futuro político, mas não é o momento. O deputado Rodrigo Bacelar é atualmente o político mais articulado. Porém, resta saber se essas articulações terão resultado eleitoral. O deputado Gil Viana é um bom nome, mas não tem perfil de Executivo. Roberto Henrique pode surpreender na eleição, pois se trata de um homem muito inteligente. Bethoven, do PSDB, é um jovem dedicado, vai levar suas ideias para as discussões políticas. Claudio Rangel é um empresário bem sucedido e pode acrescentar muito no debate político. Joilson Barcelos é também um bom empresário, tem boas idéias, mas parece meio indeciso. Marcão, que está sendo citado como pré-candidato, é um dos aliados do Prefeito Rafael Diniz, enfim, todo grupo é fechado com Rafael”. (Leia mais abaixo)
SITUAÇÃO A REVERTER NA CÂMARA- “Falta de empenho do prefeito e do grupo não vai faltar. Sei que ele está falando a verdade. O prefeito respeita muito a Casa de Leis, que é um Poder distinto, mas houve realmente articulação política entre os vereadores, mas que temos que respeitar e essas determinadas pessoas que estavam há três anos do lado dele, tendo toda ajuda na questão política e com o povo que tem para ajudar na administração, foi o que fez isso”.
PODE MUDAR – “Política é assim mesmo. Lá na frente pode se mudar a situação. Mas na última sessão se jogou muito para a galera. Determinados vereadores não poderiam fazer isso com o prefeito. Mas eles têm esse direito. Muitos dizem que não votam contra o servidor, mas a maldade foi na votação contrária ao Orçamento. Mas o orçamento não foi concluído ainda, vai voltar para a Câmara e muitos vereadores estão revendo suas posições. Temos que respeitar todos, até a oposição”.
DISPUTA A REELEIÇÃO – “Ele tem uma disposição política incrível. Foi uma opção dele ficar muito dentro do gabinete e as pessoas sentiram falta do Rafael dinâmico nas ruas. Agora ele vai explicar tudo às pessoas, porque nada vence a verdade. Ele vai para a rua falar sobre a situação da prefeitura, conversar com a população. Vejo as pessoas batendo no governo, ensaiando vaias, mas é orquestração política. Acredito no bom caminho é ele vai continuar prefeito em 2021”.
EXISTE PLANO B? – “Nosso Plano A é Rafael candidato a prefeito. O Plano B é Rafael. E o Plano C é Rafael e assim por diante. Não existe nenhuma conversa além disso, somos um time e estamos aqui defendendo o nome do prefeito. Sempre ele prefeito, não tem conversa além dessa”.
DIFICULDADE NA NOMINATA PARA CÂMARA – “A máquina administrativa nunca tem dificuldade para isso. O que resta saber é se essa nominata vai ser fiel a gente”. (Leia mais abaixo)
PROJETOS DO OUTRO GOVERNO – “O problema de Garotinho são os projetos macro, porque ele queria ser governador. Mas o projeto político dele atrapalhou a cidade, foram gastos excessivos, espaço para empreiteiras de fora e por aí vai. Abriu espaço demais e fez despesa demais. Não podemos deixar acontecer de novo”.
RAFAEL E GAROTINHO Garotinho distribuiu todos os recursos no seu projeto pessoal com irresponsabilidade. Agora, Rafael teve que tirar muita coisa com responsabilidade. Existe o responsável pelo caos instalado na nossa cidade: chamasse Garotinho.