17/10/2015 às 7h40 - Foto: Campos 24 Horas - Atualizado às 17h30

A greve dos bancários completa 12 dias corridos, neste sábado (17), e até o momento não houve acordo entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional da greve dos Bancários quanto às reivindicações de reajuste salarial por parte da classe trabalhadora.
A categoria luta por questões como o reajuste salarial de 16% (tendo em vista que a alta da inflação foi de 9,88%); piso inicial, no setor bancário, de R$3.299,66; também o reajuste de benefícios; além de melhores condições de trabalho; aumento das contratações; fim das demissões em massa e do enxugamento das equipes das agências, o que tem gerado a sobrecarga de trabalho dos profissionais da categoria; dentre outras reivindicações.
A última proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), feita no dia 25 de setembro, oferecia reajuste de 5,5% — projeção de inflação calculada pela entidade para os próximos 12 meses — e abono de R$ 2.500
De acordo com o Banco Central, o país tem 22.975 agências instaladas no país.
Segundo a Contraf-CUT, não há previsão para a retomada das negociações que possam chegar a um acordo para o fim da greve.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), por sua vez, diz que aguarda nova proposta dos bancários para que possa prosseguir nas negociações que resultem em acordo.
Os bancos não fazem levantamentos sobre o impacto da paralisação das agências, mas destacam que as instituições oferecem diversos canais alternativos para a realização de transações financeiras.
De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.
A greve
A greve foi iniciada no dia 6. Os bancários pedem reajuste salarial de 16%, com piso de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82. A categoria também reivindica vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. A categoria também pede pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.
A proposta apresentada pela Febraban, rejeitada em assembleias, oferece reajuste salarial de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23. A Federação propôs ainda PLR pela regra de 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16).
Foram também propostos os seguintes benefícios: auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$ 454,87,auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação de compensador de cheques de R$ 147,11, qualificação profissional de R$ 1.294,49, entre outros.
Greves em 2013 e em 2014
No ano passado, os bancários fizeram uma greve entre 30 de setembro e 06 de outubro. Os trabalhadores pediam em reivindicação inicial reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pedia aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros. A greve foi encerrada após proposta da Fenaban de reajuste de 8,5% nos salários e demais verbas salariais, de 9% nos pisos e 12,2% no vale-refeição.
Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.
Fonte: G1