terça-feira, 20 de agosto de 2013 - Foto: Campos 24 Horas
Garotinho fala ao Campos 24 Horas sobre o quadro eleitoral no RJ, questões polêmicas da Câmara e denuncias publicadas pela Revista Veja sobre Sérgio Cabral (Leia mais abaixo)
(As fotos são das convenções realizadas no último fim de semana no Norte e Noroeste)
Em entrevista exclusiva ao Campos 24 Horas, o deputado federal e ex-governador, Anthony Garotinho(PR), revelou que lidera a pesquisa para o governo do estado, com 32% da preferência do eleitorado. Após convenções do PR na primeira quinzena de agosto em 20 cidades, 13 das quais no Norte e Noroeste Fluminense, Garotinho afirma que apenas na cidade do Rio não está em primeiro lugar. Ele enfatiza que lidera nas regiões do Rio que concentram 68% do eleitorado. A entrevista
Anthony Garotinho- Recebi muito carinho da população. Realizamos 13 convenções no Norte e Noroeste, sendo seis no sábado e sete no domingo. Já havíamos feito na semana passada sete convenções, portanto completamos 20 convenções. A recepção não poderia ter sido melhor. (Leia mais abaixo)
C24H- O senhor disse na convenção em Campos que lidera as pesquisas. Qual é o verdadeiro quadro eleitoral?
Garotinho - Hoje, o nosso nome já aparece em primeiro lugar no Norte, no Noroeste, na Região dos Lagos, na Baixada Fluminense, no Sul Fluminense e em toda região Metropolitana. O único local em que ainda não estamos em primeiro lugar é na cidade do Rio de Janeiro, onde estão concentrados 38 % dos votos, e o restante do Estado tem 62%. Portanto, estando na frente em 62% do eleitorado, apareço nas pesquisas com 32% dos votos. O segundo colocado é o senador Lindbergh Farias com 19%, o terceiro é o senador Marcelo Crivela com 14%, e o candidato do governo, o vice-governador Pesão tem apenas 4%.
Garotinho- Na medida em que estou andando no Estado, visitando, colocando meu nome, relembrando as coisas que fiz e apresentando novas propostas, não tenho dúvidas que vamos fechar o ano acima de 35% e liderando também na capital.
C24H- Vamos falar um pouco sobre vetos polêmicos que estão na pauta da Câmara esta semana. Um deles trata dos 10% do FGTS? (Leia mais abaixo)
Garotinho - A Câmara dos Deputados e o Senado confirmaram o fim do pagamento adicional dos 10% sobre o FGTS no caso de demissão. Esses 10% adicionais foram criados para cobrir as perdas do Plano Color. Essas perdas já acabaram, mas os 10% continuaram, ou seja, uma pessoa demitida tem de receber 40%, mas hoje as empresas pagam 50%. Então, o Congresso acabou com esses 10% a mais.
C24H- E o governo alega o que para vetar?
Garotinho - Agora, o governo alega que esses 10% que não voltam para o trabalhador, vão para o governo e vão fazer falta, pois somam R$ 3,5 bilhões a menos no caixa do governo. Mas, esse é um projeto que tem um lobby muito forte da Confederação Nacional da Industria, da Federação das Industrias de São Paulo e da maioria dos empresários do Brasil, além das próprias centrais sindicais, pois esse dinheiro não vai para o trabalhador, fica com o governo. Então, essa questão é muito polêmica.
C24H – E a lei de sua autoria para os taxistas?
Garotinho- Outra questão polêmica e que a presidente vetou. Diz respeito ao direito do taxista que fica doente ou que falece passar sua autonomia para a esposa ou para um filho. E também nesse caso, a presidente Dilma vetou. E eu fiz uma lei, propus uma mudança e ela aceitou. Essa lei não foi votada ainda.
Como esse veto deve ser apreciado nesta terça-feira, os deputados querem derrubá-lo. Então, teremos uma semana de votações complicadas em Brasília. (Leia mais abaixo)
C24H- Como avalia as denuncias publicadas pela Revista Veja sobre Sérgio Cabral?
Garotinho- As denuncias que a Revista Veja traz em relação a Sérgio Cabral não são novas. Eu já havia divulgado estas denuncias no meu blog há mais de três anos. A primeira-dama do Estado tem um comportamento incompatível. Ela não pode advogar para concessionárias que dependem do Estado, cujo governador é marido dela.
C24H- Seria então um caso de improbidade administrativa?
Garotinho - Como ela pode advogar para SuperVia, cuja concessão é dada pelo Estado? Como ela vai ser advogada do Metrô, cuja concessão também é dada pelo Estado? É um caso de improbidade administrativa gritante. Venho defendendo há muito tempo uma CPI para apurar todas estas questões.
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