Secretaria realiza capacitação sobre hanseníase para Agentes Comunitários de Saúde

Município está se preparando para descentralizar o atendimento médico a pessoas afetadas pela doença


  • 17/01/2022, 11h01, Foto: Divulgação / SMS.

Cerca de 50 Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) do município participaram de uma capacitação sobre hanseníase, promovida pela Atenção Básica e pelo Programa Municipal de Controle da Hanseníase, da Secretaria Municipal de Saúde. A ação integra a Campanha “Janeiro Roxo”, mês dedicado à conscientização, prevenção e tratamento precoce da doença. O coordenador do programa, o dermatologista Edilbert Pellegrini, foi o responsável pelo treinamento, que aconteceu na Faculdade de Medicina de Campos.

A secretaria de Saúde, por meio da Atenção Básica, está se preparando para descentralizar o atendimento médico a pessoas afetadas pela hanseníase. “Queremos que, a partir dessa capacitação, esses profissionais estejam aptos para identificar casos suspeitos da doença e, assim, aumentar o número de diagnósticos na cidade. É uma forma de fazermos uma busca ativa de pessoas com suspeita e posterior confirmação da hanseníase”, explicou o diretor de Atenção Básica, médico infectologista Rodrigo Carneiro. (Leia mais abaixo)

Ele disse que o programa adaptou um questionário, elaborado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e distribuído pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde, a ser aplicado pelos agentes junto à população.

Já o dermatologista Edilbert Pellegrini explicou que o objetivo maior da descentralização é facilitar o acesso da população ao serviço. “O diagnóstico precoce quebra a cadeia epidemiológica de transmissão da doença. E nossa intenção é essa, que a pessoa tenha uma unidade de saúde perto da sua residência para o diagnóstico rápido e tratamento adequado”.

O programa funciona no Centro de Referência Augusto Guimarães (CRAG), na Estrada do Santa Rosa, no Parque Santa Clara, próximo ao Hospital Geral de Guarus (HGG), de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.

Atualmente, 50 pacientes estão em tratamento. Se alguma pessoa tem suspeita de hanseníase, ela pode ir direto ao programa, mesmo que não tenha encaminhamento médico. O tratamento é gratuito e acessível a todos, podendo durar de 6 meses a 1 ano, dependendo do estágio clínico da doença.



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