Seca castiga lavoura e pecuária na região de Campos; chuva é aguardada hoje

Produtores rurais preocupados com a seca torcem pela chuva anunciada para este fim de semana


  • 05/02/2021, 08h56, Foto: reprodução/Campos 24 Horas.

O período de longa estiagem tem castigado a lavoura e a pecuária em Campos neste severo “veranico” de início do ano. Já são mais de 30 dias de seca. Porém, a meteorologia prevê chuvas para esta sexta-feira, sábado e domingo na região. A chuva vai ser muito bem-vinda entre produtores rurais e pecuaristas que estão preocupados com a seca que atingiu a região.

“Todo período de verão há escassez de chuva com este veranico em nossa região. Mas a meteorologia prevê chuva para este fim de semana. No inverno, ainda há uma situação contornável. Mas no verão, sem a chuva, com o sol e o vento que sopra constantemente em nossa planície, há uma evapotranspiração e a planta morre com um longo período de estiagem. Isso serve para qualquer cultura. A chuva é essencial para o processo de fotossíntese.”, lembrou o coordenador do Comitê do  Rio Paraíba, João Gomes Siqueira. (Leia mais abaixo)

No mês de janeiro deste ano choveu apenas 12.0 ml em Campos. No mesmo período do ano passado o volume de chuvas chegou a 141.5 ml. Em 2019, a estiagem castigou a região com apenas 1.8 ml.  O pior janeiro nos últimos anos aconteceu em 2015, com zero de chuvas.

Em 2017, pelo menos seis municípios da região decretaram situação de emergência por causa da estiagem. Área de produção agrícola, a pecuária e a lavoura daquele ano já foram comprometidos pela falta d’água. A Defesa Civil estadual confirmou o decreto de emergência em Itaocara, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé, Miracema, São Fidélis e Santo Antônio de Pádua. 

Uma das saídas para amenizar os efeitos da falta de chuvas é a aprovação de um projeto de lei do então deputado Wladimir Garotinho (PSD) que classifica o Norte e o Noroeste Fluminense como áreas de semiárido e cria um Fundo de Desenvolvimento Econômico. A proposta, registrada com o número PL 1.440/2019, tem como objetivo criar mecanismos institucionais de crédito e financeiros para destinar recursos para o desenvolvimento dos municípios que integram a região.

PROJETO - De acordo com o texto do projeto, apesar de o Rio de Janeiro se encontrar localizado no litoral do território brasileiro, "os padrões climáticos do território (do Norte e Noroeste) são contrastantes e com índices pluviométricos baixíssimos, cujo regime vem sofrendo diminuição drástica, o que contribui negativamente para o desempenho das atividades agrícolas, especialmente, pois que dependem de recursos hídricos para a sua execução”.

O projeto prevê que a Região Norte será composta pelos seguintes municípios: Campos dos Goytacazes; Cardoso Moreira; São Fidélis; São Francisco de Itabapoana; São João da Barra; Carapebus; Conceição de Macabu; Macaé; e Quissamã. A Região Noroeste será formada por Itaperuna; Bom Jesus do Itabapoana; Italva; Laje do Muriaé; Natividade; Porciúncula; Varre-Sai; Santo Antônio de Pádua; Aperibé; Cambuci; Itaocara; Miracema; e São José de Ubá. (Leia mais abaixo)

O Fundo de Desenvolvimento Econômico do Norte e Noroeste Fluminense, também estabelecido pelo projeto, vai possibilitar a destinação de  recursos para as atividades produtivas das cidades que integram a unidade.

“Essa medida vai ajudar principalmente os agricultores da região, que poderão ter acesso a créditos com juros mais baixos”, explicou Wladimir Garotinho que disse também que  “Com isso, mais empregos serão gerados e mais dinheiro vai circular pelas cidades, contribuindo para o desenvolvimento da região e para o aquecimento da economia”, afirmou o ex-parlamentar. 

Índice Pluviométrico de janeiro nos últimos seis anos  2021 -   12.0  2020 -  141.5  2019 -      1.8  2018  - 179.0  2017  -  69.8  2016  - 153.6  2015  -       0  



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