Seap afasta diretor após Justiça determinar a transferência de delegado que usava celular na cadeia

Em nota, a Seap afirmou que até a apuração ser concluída, Cokotós ficará sob a responsabilidade da Corregedoria da Administração Penitenciária


  • 20/12/2022, 14h36, Foto: Reprodução.

O diretor e o subdiretor da Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, foram afastados dos cargos por decisão da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Ambos estão sendo investigados após o Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciar que o delegado Marcos Cipriano de Oliveira Mello, conselheiro da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio (Agenersa), usando um celular dentro da cela, dentre outros privilégios. Por isso, o juiz da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa, Bruno Monteiro Rulière, determinou a transferência imediata de Cipriano para a unidade de segurança máxima, a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1. Em nota, a Seap afirmou que até a apuração ser concluída, Cokotós ficará sob a responsabilidade da Corregedoria da Administração Penitenciária.

Cipriano foi alvo da operação Calígula, acusado de envolvimento em um esquema para a liberação de máquinas caça-níqueis apreendidas do bicheiro Rogério de Andrade. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, ele foi intermediário entre Ronnie Lessa, — réu no homicídio da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes — e a delegada Adriana Belém, que fez a apreensão dos equipamento do contraventor, em 2018. (Leia mais abaixo)

O delegado foi transferido nesta segunda-feira, quando chegou à Seap a decisão do juiz Bruno Monteiro Rulière. Na denúncia, o Gaeco apresentou como provas, trocas de ligações e mensagens feitas com a delegada Daniela dos Santos Rebelo Pinto, mulher de Cipriano.

Ainda, segundo o documento, "sendo assim, de posse irrestrita de aparelho de telefonia móvel dotado de conexão com internet, Marcos Cipriano, diretamente ajustado com sua esposa Daniela, passou a praticar sucessivos atos voltados à causar prejuízos processuais".

A delegada é investigada pela Gaeco por suspeita de recebimento de mais de 30 milhões em propina de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o Faraó dos Bitcoins, quando era responsável pela Delegacia de Defraudações (DDEF) da Polícia Civil. No início de dezembro, a Gaeco realizou uma busca e apreensão no apartamento de Daniela na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, como parte da operação Novo Egito, um desdobramento da Kryptos, que prendeu Gleidson.

Em outro momento, a denúncia também mostra ligações feitas por Marcos de dentro do presídio com a sua filha, Maria Fernanda Rabelo Cipriano. Os dois aparecem em uma foto conversando por vídeo.

Fonte: Extra (Leia mais abaixo)



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