Campos 24 Horas – Com o registro de 20 milímetros de chuva nas últimas 24 horas em Campos dos Goytacazes, entre terça-feira (22) e esta quarta-feira (23), a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância dos cuidados para prevenir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Durante o período de maior ocorrência de chuvas, a orientação é que a população redobre a atenção dentro de casa e nos quintais para evitar o acúmulo de água em recipientes que possam servir como criadouros.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Carneiro, o cenário epidemiológico das arboviroses no município permanece controlado, sem registro de aumento significativo de casos ou de grande procura pelos serviços públicos de saúde por pacientes com sintomas suspeitos. Apesar do cenário atual, o subsecretário reforça que a prevenção deve ser mantida, especialmente durante períodos de chuva, quando recipientes expostos podem acumular água e favorecer a reprodução do mosquito.
“As medidas de prevenção continuam sendo de extrema importância, principalmente porque estamos passando por um período de maior pluviosidade. A população deve permanecer atenta e eliminar possíveis focos de criação do mosquito”, destacou Rodrigo Carneiro.
Entre as principais recomendações está a realização de uma vistoria semanal em áreas internas e externas dos imóveis. Segundo o coordenador do Programa Municipal de Controle de Vetores (PMCV), Claudemir, a população pode reservar cerca de 10 minutos por semana para verificar possíveis locais de acúmulo de água.
“O mosquito coloca seus ovos em recipientes com água, que pode ser limpa ou suja. Por isso, é importante que a população reserve 10 minutos por semana para vistoriar o quintal e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água”, orientou o coordenador.
Durante as visitas realizadas pelos agentes de controle de endemias, alguns dos principais pontos de atenção são pneus, caixas d’água, lixo doméstico e outros objetos expostos. Sacos de lixo devem permanecer bem fechados, enquanto pneus e materiais que possam acumular água precisam ser descartados corretamente ou mantidos protegidos da chuva.
Outro local que merece atenção é o reservatório de água localizado na parte traseira das geladeiras. Segundo Claudemir, as equipes têm encontrado focos do mosquito nesse tipo de recipiente. “É um local que muitas vezes passa despercebido pela população, mas temos encontrado bastante foco nesse reservatório que fica atrás da geladeira. Ele pode acumular água e se tornar um criadouro do mosquito”, alertou.
Os recipientes utilizados para oferecer água aos animais também devem ser higienizados com frequência. Apenas retirar a água não é suficiente: a recomendação é lavar o recipiente e utilizar uma escova para remover possíveis ovos que estejam aderidos às paredes.
Caso o morador identifique um possível criadouro dentro de casa, a orientação é eliminar o foco imediatamente e fazer o descarte de forma adequada. “A forma correta de eliminar é jogar a água na areia, em um local onde o mosquito não vai conseguir se proliferar e os ovos não vão eclodir. O ideal é fazer esse descarte na areia”, orientou o coordenador do PMCV.
Atuação do CCZ - Além da participação da população, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), por meio do Programa Municipal de Controle de Vetores, mantém ações de rotina para identificar e eliminar focos do Aedes aegypti. As equipes realizam visitas domiciliares, ações em imóveis abandonados e acompanhamento de imóveis onde o acesso não foi possível durante a primeira visita.
“Estamos realizando visitas domiciliares e ações em imóveis abandonados. Também temos uma equipe de pendência, que retorna aos locais onde o agente não conseguiu entrar para tentar reduzir essas pendências e ampliar o trabalho de controle. Estamos colocando as armadilhas e fazendo o monitoramento para identificar onde estão os índices mais altos. A partir desses resultados, conseguimos intensificar nossas ações nos bairros que apresentarem maior necessidade”, informou Claudemir.
Outra ferramenta utilizada pela vigilância é o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), que permite avaliar a presença do mosquito e dos principais tipos de criadouros no município.
Vacinação - A prevenção também inclui a vacinação contra a dengue. O imunizante segue disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município. O subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Carneiro reforça que a vacinação é mais uma estratégia de proteção da população.
“A vacina contra a dengue continua disponível para adolescentes de 10 a 14 anos. É importante que as pessoas dessa faixa etária procurem as unidades para completar a proteção contra a doença. A última epidemia no município ocorreu em 2024 e uma parcela importante da população foi imunizada. Isso contribui para reduzir o risco de uma nova epidemia neste momento. Ainda assim, a Vigilância em Saúde continuará analisando o cenário epidemiológico e, caso seja identificado algum risco, as medidas necessárias serão implementadas o mais rapidamente possível”, finalizou o subsecretário.