Saúde: Pé diabético com serviço de podologia para pacientes cadastrados

Quando o paciente chega ao Centro de Referência de Lesões Cutâneas e Pé Diabético, ele é encaminhado para o serviço de triagem, que é feito pela equipe de enfermagem


  • 28/01/2023, 12h21, Foto: Divulgação.

Os pacientes cadastrados no Centro de Referência de Lesões Cutâneas e Pé Diabético, da Secretaria Municipal de Saúde, contam com mais um serviço de relevância para a prevenção de outras complicações, que é a Podologia.

A responsável técnica pelo programa, enfermeira Marilzete Teles de Almeida, explicou que o atendimento com o podólogo ocorre às terças, quartas e quintas-feiras e é destinado apenas para os pacientes diabéticos que são acompanhados pela equipe multidisciplinar do Centro de Referência, formada por três cirurgiões cardiovasculares, nutricionista, endocrinologista, cardiologista, assistente social, enfermeiros e técnicos de enfermagem. (Leia mais abaixo)

Entre os anos de 2021 e 2022, segundo ela, houve um aumento no número de atendimentos. “Em 2021, atendemos um total de 28 mil pessoas e mais de 30 mil no ano passado”, disse Marilzete, ressaltando que o atendimento no local é por livre demanda, não precisando de agendamento.

Ela explicou que, quando o paciente chega ao programa, ele é encaminhado para o serviço de triagem, que é feito pela equipe de enfermagem. “Os enfermeiros analisam caso a caso e, dependendo da necessidade da pessoa, ela já sai com a consulta médica agendada”, afirmou ela, acrescentando que o Centro é um braço do programa Hiperdia, que tem a coordenação do cardiologista Elias Yunes. O Hiperdia, que funciona no Centro de Saúde, anexo à secretaria, tem por objetivo acompanhar pacientes diabéticos e hipertensos.

Há 2 anos, Francisco Carlos de Souza, 49 anos, é paciente do Pé Diabético. Diariamente, ele vai ao local para fazer curativo por causa de uma unha encravada. “Descobri que era diabético aqui no programa. Andando na rua pisei em um piso quebrado que acabou ferindo meu pé. Minha irmã, que é enfermeira, me levou ao Hospital Ferreira Machado (HFM), que me encaminhou para o programa”, contou Francisco, destacando que, ao chegar ao Centro, sua glicose estava em 500 mg/dl. Em relação ao atendimento, ele foi só elogio. “Fui bem acolhido. Todos são atenciosos”, disse.

Apesar de 96% dos pacientes atendidos no Centro serem portadores de diabetes, qualquer pessoa que chega ao local com lesão de pele, como uma ferida, é atendida. “Na verdade são dois programas, o pé diabético e o de lesões cutâneas”, destacou Marilzete. O Centro funciona na Rua Salvador Corrêa, nº 146, no Centro, das 7h às 17h.



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