Saúde Mental fortalece cuidado com internas do Presídio Nilza da Silva Santos

O projeto contempla cerca de 215 mulheres privadas de liberdade e tem como objetivo promover acolhimento, fortalecimento emocional e reintegração social


  • 21/02/2026, 11h11, Foto: Divulgação .

A Secretaria Municipal de Saúde iniciou, em janeiro de 2026, o Projeto de Saúde Mental do PNAISP no Presídio Feminino Nilza da Silva Santos, alinhado à campanha Janeiro Branco. A iniciativa contempla cerca de 215 mulheres privadas de liberdade e tem como objetivo promover acolhimento, fortalecimento emocional e reintegração social.

De acordo com a enfermeira do PNAISP, Natana Crespo dos Santos, a proposta é desenvolver ações que estimulem o autoconhecimento e a ressignificação de vivências. “O foco principal da iniciativa é a promoção de dinâmicas terapêuticas e atividades de reintegração social, visando o fortalecimento emocional e a escuta qualificada”, destaca. (Leia mais abaixo)

Na primeira roda de conversa, 12 internas com maior demanda de acompanhamento psicológico participaram de uma dinâmica de identificação de dores emocionais por meio de bilhetes anônimos, trabalhados coletivamente pela equipe. Ao longo de seis meses, o projeto prevê debates, oficinas, atividades de dança, grupos de leitura e sessões de cinema reflexivas. Na última semana, foi entregue um caderno terapêutico para incentivar a escrita como ferramenta de organização emocional, além da realização de prática de meditação e respiração consciente.

Segundo o coordenador do PNAISP, Bruno Cordeiro, o presídio feminino foi definido como prioridade após levantamento técnico. “Identificamos que é um público que, historicamente, enfrenta abandono familiar, altos níveis de depressão e ansiedade e um número expressivo de uso de psicotrópicos. Entendemos que era a unidade que mais necessitava dessa intervenção”, afirma.

Ele ressalta que o projeto foi estruturado para ser executado pela própria equipe de saúde, com possibilidade de ampliação futura para as demais unidades. “A saúde mental precisa ser trabalhada de forma contínua. Começamos em janeiro pela campanha, mas a proposta é que o cuidado aconteça de janeiro a janeiro”, conclui.    



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