A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Subsecretaria de Atenção Primária, em parceria com a Liga Acadêmica de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), elaborou um manual de Boas Práticas do Discente de Medicina na Atenção Primária em Saúde. A apresentação do projeto foi nessa quinta-feira (9). O objetivo é promover a reflexão dos alunos sobre o cuidado antirracista e os princípios da equidade.
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A subsecretária de Atenção Primária, Ana Carolina Xavier, considera o manual de grande relevância, sobre o contexto da atenção primária. “Nosso maior objetivo é apresentar esse material aos estudantes de medicina, incentivando-os a refletir sobre si mesmos e sobre o cuidado que oferecem aos pacientes, reconhecendo que cada indivíduo é influenciado por diversos marcadores sociais que impactam sua saúde e experiência de adoecimento”, salientou
A diretora de Atenção Primária, Kathelyn Cordeiro, reforça que o manual marca o início de um projeto de cuidado em saúde com foco em estudantes de medicina, futuros profissionais, e que darão continuidade ao atendimento da população. “Acreditamos que, no contexto de uma medicina e saúde pública antirracista, este manual oferece um referencial que transcende a biossegurança nos ambientes de saúde. Ele visa, sobretudo, promover uma saúde pública que desafia os paradigmas existentes, especialmente no que diz respeito às práticas e atitudes assistenciais dos profissionais de saúde”, frisou.
A estudante Isabelle Freiman, presidente da Sociedade Universitária de Pesquisas e Estudos Médicos (SUPEN) – órgão acadêmico da Faculdade de Medicina de Campos que promove pesquisa e eventos), disse que o manual, além de beneficiar os estudantes, irá facilitar a aplicação no internato da FMC e promover atendimentos mais empáticos, impactando positivamente a população. (Leia mais abaixo)
“Acreditamos que o manual poderá ser aplicado no internato da Faculdade de Medicina de Campos, aproximando-nos da comunidade e da sociedade. Esperamos que isso contribua para aprimorar nossos atendimentos, tornando-os mais empáticos e, consequentemente, impactando positivamente a vida das pessoas”, enfatizou Isabelle.
O diretor do Centro de Saúde Escola Custodópolis (CSEC), Leonardo Muniz, e a coordenadora de pesquisa da FMC, Thais Louvain, aprovaram o projeto. “O manual, desenvolvido por alunos e professoras da Liga, transformou um documento institucional em uma ferramenta humanizada de cuidado, valorizando a visão integral do paciente”, destacou Leonardo. “A iniciativa, construída de forma colaborativa, visa melhorar a atenção primária na cidade, buscando representatividade e relevância nas propostas”, complementou Thais.
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Também participaram da apresentação, Célida Luna Mendivil, coordenadora do Comitê de Saúde Integral da População Negra, Povos e Comunidades Tradicionais (CSIPNPCT); representantes do Programa de Assistência aos Assentados e Quilombolas (PAAQ), vinculado à SMS, e do Ambulatório de Assistência Multidisciplinar à População LGBTQIAPN+, além de discentes do curso de Medicina da FMC.