
Em Campos a situação é tensa entre os servidores municipais de diferentes áreas da Saúde, a ponto de decidirem nesta quarta-feira (09), em assembleia, entrar em estado de greve. A situação pode chegar até a uma paralisação geral dos profissionais, caso até quarta-feira (16) da próxima semana não haja avanço nas negociações, segundo o presidente da Associação dos Funcionários do Hospital Ferreira Machado (HFM), que congrega cerca de 1.280 associados, Durval Almeida.
Tudo começou logo após serem aprovados na Câmara de Vereadores alguns projetos do Executivo, considerados pelos servidores como “direito adquirido” há anos. Entre os projetos, implantação de ponto biométrico, substituição remunerada de servidores municipais, entre outros. Um dos pontos mais discutidos pelos servidores é a possível retirada da gratificação, oriunda de verba federal e repassada aos hospitais de emergência Nível III, como o HFM.
O projeto sobre retirada da gratificação dos servidores do HFM foi, temporariamente, afastado da pauta de votação da Câmara. Durval Almeida disse que os servidores temem que o projeto retorne à votação, prejudicando ainda mais os trabalhadores. “Será um caos para a Saúde, os servidores vão ficar desestimulados para o trabalho. Aqui a gente lida com o estresse diário de um hospital nível III, sem contar que há anos e anos recebemos essa gratificação, aliás, recebida por todos os trabalhadores de hospitais desse nível no país”, acrescenta o presidente.
Os servidores reivindicam, ainda, isonomia salarial (existem concursados para o mesmo cargo de 24h, 30h e 40h) de vencimento com quem tem carga menor, implantação do Plano de Cargo e Salários, aumento salarial, não retirada da gratificação, entre outras. Sobre o ponto biométrico, Durval Almeida explica que os servidores do HFM não são contra, mas estranham porque a medida não é estendida, também, aos cargos de confiança (DAS) e aos RPAs, já que todos servem ao município.
Na segunda-feira (14), às 9h, os servidores realizam manifestação no Centro, seguida de caminhada até a sede da prefeitura. Na quarta-feira (16), às 18h, no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Siprosep), reunião geral da Saúde, quando será decidido se haverá paralisação geral ou não.
MÉDICOS – Os médicos que trabalham na rede pública municipal vão realizar nesta sexta-feira (11), às 19h, assembléia para discutir a situação da Saúde no município. Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos, José Roberto Crespo, a reunião vai acontecer na Sociedade de Medicina e Cirurgia. Será discutida a reposição de insumos e equipamentos necessários para o atendimento, condições de trabalho nas unidades de saúde, corte nas gratificações e a falta de segurança nas unidades.