Casos de dengue avançam

Em coletiva, autoridades da Saúde dizem que Prefeitura continua intensificando combate à dengue, zika e chikungunya


22/01/2016  11h    |    Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas Coeltiva-Saúde2 Coeltiva-Saúde1 Autoridades da área de Saúde concederam entrevista coletiva à imprensa na manhã desta sexta-feira (22), na Fundação Municipal de Saúde, onde também funciona o Hospital Ferreira Machado(HFM). A coletiva teve o objetivo de atualizar o balanço da dengue, zika e chikungunya, pedir a ajuda dos órgãos de comunicações e dar detalhes sobre as ações de combate ao mosquito transmissor. APOIO O vice-Prefeito, Doutor Chicão, e o secretário de Saúde, Geraldo Venâncio, pediram o apoio dos veículos de comunicação, mais uma vez, no sentido de chamar a atenção da população para a prevenção e combate ao mosquito aedes aegypti, transmissor da zika, dengue e chikungunya. O diretor do Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI), Luiz José de Souza, e o diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Cesar Salles, também participaram da coletiva. dengue reunião 2201De acordo com o secretário de Saúde, o número de casos de dengue confirmados em dezembro do ano passado foi tão alto quanto o número de casos registrados em julho do mesmo ano, mês de maior pico, normalmente. “Era esperado que o número de casos começasse a cair no final do ano. Como isso não aconteceu, já estávamos prevendo que o ano de 2016 seria atípico. Por isso, mais uma vez estamos pedindo que a população faça a sua parte e evite que o mosquito nasça. Não existe prevenção mais eficaz que eliminar os criadouros. Cada um deve reservar dez minutos por semana para verificar seu imóvel e seu terreno, a fim de proteger sua própria família e a população”, afirmou o secretário. O vice-prefeito lembrou que os agentes comunitários de saúde (ACS) que atuam na Estratégia Saúde da Família (ESF) também estão se preparando para atuar no enfrentamento ao mosquito aedes aegypti, assim como os soldados do 56º Batalhão de Infantaria (BI). “É preciso que os campistas entrem nessa guerra junto conosco. A curva de casos continua em ascensão, isso sem contar os casos não notificados, quando os pacientes não chegam a procurar o atendimento na rede de saúde. A Prefeitura eliminou, no ano passado, mais de 22 mil focos do aedes aegypti e fiscalizou mais de 6.500 pontos estratégicos, recolhendo mais de 12 mil pneus e telando mais de 7 mil caixas d’água, mas isso não basta se a população continuar criando focos”, explicou Doutor Chicão. Luiz José lembrou que, em caso de suspeita, a população deve procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quando necessário, os pacientes são encaminhados ao CRDI. “Estamos atendendo aproximadamente 250 pessoas por dia no órgão. Essa unidade é um centro de referência, portanto, deve atender os casos mais complexos. Somente este ano, 276 casos de dengue foram confirmados, dos quais 40 pacientes ficaram internados em unidade hospitalar”, disse. AÇÕES DO GOVERNO MUNICIPAL A Prefeitura de Campos aderiu ao Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, que apresenta três principais eixos: mobilização e combate ao mosquito; atendimento às pessoas; e desenvolvimento tecnológico, educação e pesquisa. As ações acontecem com base nas diretrizes do Ministério da Saúde, com foco na área urbana. O diferencial é que os municípios, sob a coordenação do Ministério da Saúde, implementaram um novo sistema de coordenação e controle do vetor, a fim de reduzir o índice de infestação do mosquito aedes aegypti, que transmite zika, dengue e chikungunya. - As ações com esse novo modelo de trabalho tiveram início em dezembro e devem durar até junho deste ano. O tempo dos ciclos para as visitas aos imóveis foi alterado. O primeiro ciclo tem duração de apenas um mês e vai durar até 31 de janeiro. O segundo ciclo também vai durar um mês e será concluído até o final de fevereiro. O terceiro e o quarto ciclos acontecerão em dois meses - março a abril e maio a junho – explicou o secretário. Durante o mês de dezembro, 34 bairros e distritos foram visitados pelos agentes de endemias, em mais um mutirão, que trabalhou mais de 83 mil imóveis. Desse total, aproximadamente 44 mil foram fiscalizados; os outros 39 mil estavam fechados ou houve recusa por parte dos moradores. Ao longo de 2015, outros 80 mil imóveis já haviam sido visitados em outras mobilizações, totalizando mais de 160 mil imóveis trabalhados somente em mutirões.    



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