Com mais demissões, mais pessoas retiram o que têm nas contas vinculadas do FGTS, reduzindo o saldo total da aplicação. De janeiro a maio, o crescimento do desemprego elevou o volume de saques em 14%. Por isso, nos cinco primeiros meses do ano, a arrecadação líquida foi de R$ 7,664 bilhões — 9,8% menor do que a de igual período de 2014.
As previsões também não são animadoras: o Conselho Curador do FGTS projeta, até o fim deste ano, uma arrecadação líquida de R$ 14 bilhões. Caso se confirme, o valor será 24% menor do que o registrado no ano passado.
Enquanto o FGTS perde cada vez mais dinheiro, o Congresso tenta aumentar a remuneração das contas, que hoje equivale à soma da Taxa Referencial (TR), próxima a zero, mais juros de 3% ao ano.