
Os ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí estão perto de voltar para o próximo Carnaval. A falta de verbas que obrigou as escolas a abandonarem os ensaios na avenida deverá ser suprida com parceria entre a Riotur e uma empresa privada através da Lei Rouanet.
A falta dos ensaios no último carnaval foi duramente criticada principalmente pelo corte de 50% da subvenção da prefeitura às escolas de samba. Se para as agremiações era uma oportunidade de realizar alguns testes antes do desfile oficial, para as milhares de pessoas que acompanhavam, os ensaios técnicos era a chance de estar na Sapucaí de graça:
— Já temos proposta de um patrocinador muito bem encaminhada. Até final de setembro deveremos ter uma resposta. Já está muito bem encaminhado e o ensaio técnico tem que voltar. — afirmou o presidente da Riotur, Marcelo Alves.
Os ensaios do próximo carnaval devem ser realizados da mesma forma dos anos anteriores, com as agremiações do Especial e da Série A. O custo é estimando em cerca de R$ 4 milhões.
Já a subvenção da Prefeitura para as escolas ainda não foi oficializada, mas deverá ser mantido o mesmo valor do último carnaval: R$ 1 milhão para as 14 escolas do Grupo Especial e mais R$ 500 mil pagos por uma patrocinadora, também por meio da Lei Rouanet.
Apesar de reuniões entre a Liesa e a Prefeitura já estarem sendo realizadas para afinarem os detalhes do acordo, o principal entrave é em quantas parcelas será feito o pagamento. No último carnaval, o valor foi dividido em 3 vezes. Ainda não há previsão de um acordo com as Ligas das divisões inferiores.
SAPUCAÍ TERÁ TELÕES DE LED
Também foi acordado entre a RioTur, a Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA) e a Prefeitura do Rio, que o desfile de 2019 vai contar com 8 a 10 telões de alta definição, como foi revelado pela coluna do Ancelmo Gois no GLOBO. Os painéis de alta definição serão espalhados por toda avenida e devem levar aos espectadores imagens das escolas e informações de utilidade pública:
— Serão 8 ou 10 telas de alta definição é contribuir com espetáculo. Em nenhuma arena do mundo com evento desse porte não tem telões. Queremos mostrar principalmente os detalhes que as pessoas das arquibancadas não conseguem ver. — contou Marcelo Alves.
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