
Os fogos anunciaram o começo da batalha, encenada pelos 24 cavaleiros: mouros (vermelhos) e cristãos (azuis). A 253ª Cavalhada de Santo Amaro, um misto de fé e religião, foi realizada na tarde desta terça-feira (15), dia do padroeiro da Baixada Campista, no distrito de Santo Amaro. A batalha foi apreciada por milhares de pessoas de Campos, de cidades vizinhas e também de outros estados, como São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.
Coreografias com espadas e argolas, enfeitaram o cenário vermelho e azul. Depois, a banda musical conduziu os cavaleiros a pé para a Igreja de Santo Amaro, para participar de uma missa especial de ação de graças e pedidos de bênçãos para todos.
Preparativos - Foram dois meses de treinos entre os cavaleiros comandados pelos capitães Joel Rita da Costa, 47 anos (mouros) e Miguel Henrique Carvalho, 58 anos (cristãos). Durante o mês de novembro, eles treinaram todos os domingos, para tornar a Cavalhada deste ano inesquecível, como as anteriores. A festa é uma tradição que passa de geração em geração.
O capitão dos mouros, Seu Joel, começou como cavaleiro aos 17 anos. “É uma honra acompanhar a tradição deixada pelo meu pai e meu avô. Hoje meu filho segue os mesmos passos. Vi meu pai e meu avô na Cavalhada e hoje sou capitão dos mouros há 18 anos. É muito importante para mim, estar aqui”, disse.
- Eu sempre gostei muito da tradição. A Cavalhada me atrai – declarou Uanderson da Silva Costa, 20 anos, filho de Seu Joel.
Já o mais antigo dos cavaleiros, Seu Miguel (cristãos), com 42 anos de Cavalhada, tem experiência de sobra para dizer o que um cavaleiro precisa ter. “A gente tem que ter força de vontade. Sou muito religioso e católico e gosto muito da Cavalhada. Estou fazendo esta e já estou pensando em como vai ser a do próximo ano. Tem que ter dedicação”, avalia o capitão