Saiba quem foram os jornalistas campistas que estiveram com o Rei Pelé

Matéria especial do Campos 24 Horas: Três campistas que entrevistaram Pelé


  • 04/01/2023, 06h47, Foto: reprodução/Campos 24 Horas.

Postado por Fabiano Venancio - O Rei Pelé, que morreu na última quinta-feira (29/12), teve no jornalista campista Oldemário Touguinhó (1935-2003) um de seus amigos mais próximos na imprensa esportiva. Natural do Parque Fundão, em Guarus, o então repórter do Jornal do Brasil era um garimpeiro da notícia por excelência. Quando o Santos jogava no Rio, o time ficava sempre hospedado no antigo Hotel Novo Mundo, na Praia do Flamengo, e Oldemário foi escalado para cobrir o time da Vila Belmiro com sua constelação de grandes estrelas. Mas o campista mirava mesmo, obviamente, a estrela maior da companhia. O Campos 24 Horas mostra nesta matéria especial como o veterano jornalista se aproximou de Pelé, que gostou da simplicidade, espontaneidade e da boa conversa com o repórter, a ponto de perguntar sempre por Oldemário em outras vezes quando se encontrava concentrado com o Peixe na Cidade Maravilhosa. Outros campistas que entrevistaram o Rei foram o jornalista, escritor e pesquisador Péris Ribeiro e o radialista Pessanha Filho.

Então, a chefia de redação do JB passou a escalar sempre o campista para cobrir a equipe do Peixe, pois o campistas já se tornara íntimo do Rei, com quem trocara figurinhas e os respectivos números dos telefones. Com Oldemário, a entrevista com Pelé estava garantida, ainda que o Rei fosse sempre solícito com os jornalistas e fãs, uma de suas características. (Leia mais abaixo)

Oldemário tornou-se mesmo amigo de Pelé, a ponto de dar o "furo" de reportagem sobre o casamento de Pelé com Rosemeri Reis Cholbi Nascimento, em 1966. A amizade se consolidou, até que Oldemário chegou inclusive batizar um dos filhos do Rei, tornando-se mais que um amigo, “irmão mais velho” e conselheiro.

Outro campista que esteve com o Rei, com quem trocou alguns dedos de prosa, foi o jornalista, escritor e pesquisador Péris Ribeiro que, em 1999, viajou para Santos, a convite de um amigo, o advogado Rubens Rios, já falecido, irmão do ex-jogador Tite (1930-2004), também natural de Campos, um dos primeiros parceiros de Pelé no ataque santista e sempre lembrado com carinho pelo Rei, que aprendeu com ele a tocar violão. Tite era também tio de Léo, ex-lateral esquerdo do Santos, que começou no Americano.

Autor do livro “Didi, o Gênio da Folha Seca”, Péris conta que foi a Santos quando os ex-craques do Peixe comemoravam o aniversário do bicampeonato do Mundial Interclubes, conquistado contra o Benfica, em 1962.

Na conversa por alguns minutos com o Rei, Péris falou de Didi (1930-2001), seu companheiro na Copa de 1958, quando o Brasil conquistou o seu primeiro título mundial. “Ele falou que era muito novo à época e ressaltou a importância que os mais velhos como Didi tiveram pra na Seleção Brasileira”.

Péris contou ainda que ficou impressionado naqueles dias também com a presença de jornalistas de 10 países, na Vila Belmiro, que estavam ali para entrevistar o Rei. Um assessor do clube revelou. “Quando ele (Pelé) está por aqui, isso é assim mesmo”.    (Leia mais abaixo)

O mesmo assessor revelou: “O Maradona cobra 7 mil dólares para dar entrevista. O Cruyff, em torno de 15 mil dólares”. “E o Pelé, quanto cobra?”, quis saber Péris. “Por incrível que pareça, nada”, respondeu o funcionário do Santos.

Outro dado que chamou atenção Péris foi a exibição de uma quantidade de produtos comercializados do Brasil e do exterior que Pelé havia feito publicidade. “Cheguei a tomar um suco belga, que nunca havia visto. Tinha produto de tudo quanto é tipo, menos bebida alcoólica e cigarro”.     

Para Péris, sentir de perto a simplicidade de Pelé apenas veio confirmar um dos traços marcantes da personalidade do Rei do Futebol. “Ele não tinha reação alguma de estrelismo, a arrogância e máscara de alguns jogadores, principalmente muitos de hoje, que pensam que jogam alguma coisa”.

Outro campista que manteve contato com o Rei, no Maracanã, foi o repórter Pessanha Filho, quando foi cobrir a decisão do Mundial Interclubes, em 1962, contra o Benfica, pela Campos Difusora.    



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