Saiba quem é o delegado da PF preso por envolvimento com TH joias e CV

O mandado de prisão contra o delegado foi cumprido na manhã desta segunda-feira (9/3), no Rio de Janeiro


  • 09h03/2026, 13h52, Foto: Reprodução.

O delegado federal preso na manhã desta segunda-feira (9/3) durante a Operação Anomalia, deflagrada pela Polícia Federal (PF), é Fabrízio Romano (foto em destaque). A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pela coluna com fontes da PF.

Além do delegado, o ex-Secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, também foi preso. (Leia mais abaixo)

A ação faz parte da investigação que visa desarticular um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

São cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão no Rio, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública.

O caso está relacionado ao inquérito que resultou no indiciamento do deputado estadual Rodrigo Bacellar, do União Brasil, e do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.

Esquema de vazamento de informações - A PF aponta que o grupo teria repassado informações sobre operações policiais a integrantes do CV. O indiciamento inclui crimes como organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal.

Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas. (Leia mais abaixo)

A apuração aponta que dados relacionados à Operação Zargun, que tinha como alvo TH Joias, teriam sido antecipados.

De acordo com os investigadores, o vazamento teria permitido que o então parlamentar reorganizasse seu entorno antes do cumprimento dos mandados judiciais.

No dia anterior à operação, ele teria deixado o imóvel em que morava, na Barra da Tijuca, com sinais de retirada apressada de objetos.

Também foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O desembargador Macário Judice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, chegou a ser preso durante as investigações, mas não foi indiciado.

Segundo a PF, a Lei Orgânica da Magistratura prevê procedimento específico para a responsabilização de magistrados. (Leia mais abaixo)

Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de capitais.

Fonte: Metrópoles



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