Campos 24 Horas - Uma família de produtores rurais da localidade de Mato Escuro, no quinto distrito de São João da Barra, está surpreendendo a todos com uma colheita de abóboras consideradas “fora do normal”, devido ao tamanho. É que da lavoura com cerca de 120 hectares de dona Maria Augusta Rodrigues da Silva, de 62 anos, saíram pelo menos 15 unidades pesando entre 30 kg e 40 kg cada, de uma variedade que não costuma passar dos 20 kg.
“Nem acreditei quando vi. É a primeira vez que colhemos frutos com esse peso”, conta o agricultor Jonas da Silva Almeida, 37 anos, um dos filhos de dona Maria Augusta. Ele revela que algumas sementes deixadas pelo avô Manoel Morenito, pai de Maria Augusta, falecido há 14 anos, foram achadas em um pequeno saco na garagem da propriedade, dando origem à boa nova. “Quando achamos as sementes, foi uma grande surpresa”, acrescenta Maria Augusta.
Os frutos são da variedade mais conhecida como “abóbora-de-pescoço” (Cucurbita moschata), também chamada de “abóbora-canhão” e “abóbora-seca”. Variedades da espécie são comuns em todo o país, mas, geralmente, com a metade do peso.
“Essa variedade ultrapassa facilmente os 10 kg, mas dificilmente supera os 18 kg ou 20 kg. Por isso, é surpreendente que essa família tenha conseguido frutos tão grandes, entre 30 kg e 40 kg”, observa o agrônomo aposentado Jocimar de Souza, 62 anos. “No sul do país, alguns agricultores conseguem colher abóboras em média com 200 kg e até com mais de 300 kg, mas são frutos de sementes importadas dos Estados Unidos, que são mesmo bem gigantes, usadas em concursos”, complementa o agrônomo.
Jonas esclarece que utilizou adubação normal na lavoura de abóbora, a mesma que usa nas plantações de cebola, aipim, maxixe, quiabo, pimentão e banana. Mas observa que o auxílio da Patrulha Mecanizada, programa da prefeitura que ajuda no preparo do solo para o plantio, é essencial para o resultado. “É um apoio fundamental. Importante para cada um de nós, que vivemos da agricultura.”
O agricultor também participa da Feira da Roça, outro programa da prefeitura, de apoio aos pequenos produtores rurais, ajudando na comercialização dos produtos em São João da Barra e em Campos dos Goytacazes. E está otimista com a possibilidade de obter um bom lucro com as abóboras. “Espero conseguir, em média, R$ 150 por cada uma das abóboras. Além da Feira da Roça, pretendo vender também para uma rede de supermercados local”, finaliza o produtor rural.