Royaties: Partido REDE discute o mal aproveitamento dos recursos

Presidente cdo partido, Fabrício Lírio fala ainda de geração de renda de emprego


  • 20/03/2020, 10h50, Foto: Campos 24 Horas.

Esse momento de processo-eleitoral é dos mais oportunos para se levantar os problemas do município e, principalmente, apontar soluções para seu desenvolvimento, levando-se em conta a crise econômica atual. A análise é do presidente do Partido REDE, em Campos, Fabrício Lírio, que afirma que é preciso repensar a questão dos royalties do petróleo, que vem sendo usado há 20 anos pelos governantes municipais de forma equivocada, sem um planejamento ou poupança, o que gerou a grave situação atual.

- Os recursos foram aplicados muito mal, não foi feita uma poupança para que hoje pudesse ser aplicada como uma porta de saída para a crise. Está passando da hora das pessoas pensarem que tipo de administrador nós estamos precisando para o nosso município. – analisa o presidente do partido. (Leia mais abaixo)

AGRICULTURA - Fabrício Lírio explica que o governo municipal é hoje e tem sido assim há anos, a maior fonte de empregabilidade e, em consequência, de recurso, um quadro que precisa ser mudado, levando-se em conta as riquezas naturais do município, a extensão territorial e os canais. Na sua opinião, é preciso gerar emprego e renda através de indústrias, fortalecimento do comércio, agronegócios, entre outros que vão gerar emprego e renda.

- O que se vê em Campos são áreas agrícolas sem plantação ou, então, áreas subutilizadas, ao contrário de outros centros que apostaram no agronegócio, como Mato Grosso, no Centro-Oeste de forma geral. É preciso fazer parcerias como grandes empresas do ramo para tecnologia e negócios, trazendo recursos de fora para dentro do município. Empreender, de fato – analisa Fabrício Lírio.

COMÉRCIO – Esse é outro ponto de crítica do presidente do partido, que diz que está empobrecido, a partir do momento em que o maior gerador de renda da cidade, a prefeitura, não vem cumprindo com seu compromisso de pagar os servidores em dia. Com isso, acrescenta o presidente, as pessoas ficam com medo de comprar porque não sabem se vão receber. “O que nós precisamos é fortalecer outras fontes de receita, para fazer o dinheiro circular na cidade. Além disso, atrair indústrias através de incentivos fiscais, redução de taxas em parceria com o governo estadual”, acrescenta.

- Precisamos atrair para o comércio e indústrias através de incentivos fiscais, com redução de taxas de impostos, como ISS, por exemplo, em parceria com o governo do Estado para que a gente também tenha um ICMS mais barato. Campos tem um ICMS alto, em torno de 19%, o que faz com que a empresa que queira se instalar aqui vá para Bom Jesus do Norte, por exemplo, onde o imposto é menor – completa Fabrício Lírio.

EMPREGO – A partir da captação de novas empresas nos ramos comercial e industrial, Campos poderá investir na questão do primeiro emprego, aproveitando o momento e abrindo vaga. Fabrício Lírio destaca que, além do primeiro emprego, outras vagas devem ser preenchidas por pessoas da cidade, aproveitando a mão de obra local, hoje considerada ociosa. “Quem compra no mercado local é o trabalhador do município, aquele principalmente, que tem uma renda per capita dentro dos padrões do IBGE”, finaliza Fabrício Lírio. (Leia mais abaixo)



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