Royalties: Com alta de 34,7%, Campos recebe R$ 24 mi

Outros municípios produtores de petróleo também recebe com alta


  • 25/08/2020, 08h43, Foto: Divulgação.

Os municípios produtores de petróleo vão receber royalties nesta terça (25) com elevação média de 24,7% a 42,7% em agosto,  em função do comportamento do viés de alta da cotação do barril de petróleo e da variação do dólar, com Macaé arrecadando R$ 46,51 milhões (+37,2%), Campos (RJ) R$ 24,03 milhões (+34,7%), Cabo Frio R$ 11,96 milhões (+24,7%), Quissamã R$ 9 milhões (+36,1%), Rio das Ostras R$ 8,75 milhões (+36,7%), e São João da Barra R$ 7,63 milhões (+ 32,7%).

O pesquisador na área, Wellington Abreu, e superintendente de Petróleo de São João da Barra, cita que o repasse de agosto veio seguindo o caminho de recuperação gradual e lenta das perdas de junho, em que os repasses alcançaram o seu pior patamar em 14 anos. (Leia mais abaixo)

“O câmbio juntamente com o preço, influenciou no reflexo positivo para este mês. Onde tivemos uma média móvel de aproximadamente R$ 5,25 e um preço do Brent se mantendo acima dos US$ 40 em média. O previsto e esperado é que este patamar de produção, preço e câmbio se mantenha até o final do ano. Uma enorme ajuda dos países exportadores em acordo fechado pela OPEP+”, ponderou Wellington.

E, continua o pesquisador:

– Nenhum evento externo acontecendo, apesar da ainda baixa demanda, podemos manter este valor de arrecadação. Acho melhor ponderarmos e não aguardar nenhuma novidade para a Participação Especial de novembro e acima de tudo manter a cautela. Nossos gestores públicos estão sob o maior teste administrativo que já vi. Ajustes, consciência da guerra e cautela (novamente) acima de tudo.

Para Wellington, “apesar desta recuperação, sem as Participações Especiais e considerando o retrospecto de anterior, ainda estamos longe e com muito déficit”. E, continua: “É um suspiro a mais em meio a uma grave crise que jamais vivenciamos na região e no País”, alertando que há ainda muito o que recuperar ainda, e os riscos constantes de ameaças externas, como o comportamento das nações exportadoras de petróleo para manter o preço e da economia interna no câmbio. “Isso, sem falar na decadente produção da Bacia de Campos enquanto não tiver investimentos nos campos em declínio e a quase paralisação de produção””, encerra.

Fonte: Fator Econômico (Leia mais abaixo)



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