Postado por Fabiano Venancio - Os municípios produtores de petróleo da zona principal do estado do Rio de Janeiro deverão ter suas finanças turbinadas com o aumento dos preços do petróleo devido à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito fez disparar os preços do barril do petróleo para US$ 120 na noite de domingo (08), mas já na segunda-feira (09) a cotação caiu para US$ 90 numa virada abrupta. Antes da guerra, o preço do barril girava em torno de US$ 70. O Campos 24 Horas ouviu o diretor de Indicadores Sociais e Econômicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Campos, economista Ranulfo Vidigal.
“Sem dúvida que os municípios terão um aumento no repasse médio mensal já nos próximos 60 dias quando estes valores mais elevados incidirem na produção correspondente ao período, o que irá possibilitar às prefeituras da região um aumento na sua capacidade de investimentos”, disse Vidigal. (Leia mais abaixo)
Um dos fatores para a oscilação em menos de 24 horas teve origem na decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, ao anunciar que a guerra está perto do seu fim, embora sem definir a data, ao mesmo tempo em que descarta o término do conflito para esta semana.
Outro fator que pode ter contribuído para a queda foi a flexibilização das sanções à Rússia, por ordem de Trump. “Essa medida também foi importante porque a ameaça de um colapso é iminente. E o que se vislumbra adiante pode ser a normalização do escoamento de um grande produtor como a Rússia”, destaca o economista.
Por outro lado, Ranulfo considera a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz outro impasse que precisa ser removido por onde passa grande parte da produção do petróleo do Oriente Médio.
Outro fator determinante na formação do preço é a decisão de países árabes que são grandes produtores em desacelerar a produção do petróleo.
“Pelo menos quatro grandes produtores decidiram desacelerar a produção porque estão com excesso de estoque, o que pode contribuir para a estabilidade do preço do barril ou até fazer com que haja uma oscilação para cima dos 90 dólares”, analisou (Leia mais abaixo)
A alta do petróleo também tem afetado a economia dos EUA, com impacto nos índices de inflação, o que tem causado desgaste na imagem claudicante de Trump.
“Grande parte da população dos Estados Unidos assiste uma guerra que está vendo sangrar seu poder de compra com a alta da inflação, um cenário que tende a se agravar com a guerra e comprometer os índices de aprovação do Trump pelas consequências econômicas do conflito”.