Romeu Zema, do Novo, é eleito governador de Minas Gerais

Ele venceu Antonio Anastasia (PSDB).


  • 28/10/2018 19h06 Foto: Divulgação .
O candidato Romeu Zema, do partido Novo, foi eleito neste domingo (28) o novo governador de Minas Gerais. Com 83,32 % das urnas apuradas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Zema teve 71,58% (5.857.062) teve dos votos válidos e Antonio Anastasia(PSDB) teve 28,42% (2.325.855) dos votos válidos. “Fui o candidato que mais visitou cidades, que mais trabalhou. E o mais importante, sem gastar R$ 1 de recurso público”, disse Zema em entrevista à TV Globo. Romeu Zema Neto nasceu em Araxá, no Triângulo Mineiro, tem 54 anos, é divorciado e pai de dois filhos. Ele é empresário e formado em Administração de Empresas. Começou a trabalhar aos 11 anos. Foi cobrador, frentista, balconista, estoquista, caixa, comprador, vendedor, analista de marketing, analista comercial e gerente. Em 1991, ele assumiu o comando das Lojas Zema, na época com quatro unidades, hoje o Grupo Zema, do qual é acionista, é composto por empresas que operam em cinco ramos: Varejo de Eletrodomésticos e Móveis, Distribuição de Combustível, Concessionárias de Veículos, Serviços Financeiros e Autopeças, com atuação em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e Espírito Santo. Zema disputou a primeira eleição de sua vida, e sai vitorioso no pleito pelo partido Novo, do qual é filiado desde janeiro de 2018. Esta também é a primeira vez que a legenda elege um governador de estado no país. O Novo foi fundado em 12 de fevereiro de 2011 e teve o registro deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral em setembro de 2015. Esta é a segunda eleição que o partido disputa. Na eleição para governador, Zema esteve em terceiro, atrás de Antonio Anastasia (PSDB) e do governador Fernando Pimentel (PT), nas pesquisas durante toda a campanha. Na última semana do 1º turno começou a subir nas pesquisas e terminou na 1ª primeira colocação com 42,73 % dos votos válidos. Ele disputou o 2º turno com o senador Antonio Anastasia se mantendo sempre a frente com ampla vantagem nas pesquisas. Durante a campanha o plano de governo do candidato sofreu alterações em pontos polêmicos como a proposta de privatizar a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Saneamento de Água de Minas Gerais (Copasa). Zema voltou atrás com relação a esta proposta. Com um patrimônio declarado de R$ 69,7 milhões, o candidato firmou um compromisso em cartório de que só irá receber o salário após o pagamento para todo o funcionalismo. O compromisso também foi feito pelo seu vice, Paulo Brant (Novo). Propostas Entre as propostas e promessas apresentadas por Zema durante a campanha se destacam: Administração Redução de 21 para nove secretarias estaduais e corte de 80% dos cargos de indicação política - Da Boca do Candidato Se comprometeu a só receber salário como governador quando colocar o pagamento do funcionalismo em dia - Vídeo de campanha Morar em residência própria e transformar o Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador, em Belo Horizonte, em museu - Vídeo de campanha Emprego Simplificar e garantir agilidade na criação de empresas - Vídeo de campanha Criar 150 mil postos de trabalho no primeiro ano de governo - Debate da Band Mina Economia Reviu a ideia inicial de privatização da Cemig e da Copasa em um primeiro momento de seu governo, mas não descartou totalmente a proposta - Entrevista ao G1 Educação Otimizar espaços ociosos concedendo tais espaços à iniciativa privada com a contrapartida de bolsas escolares para alunos do ensino estatal - Plano de governo Cartão para alunos do ensino público em cursos extracurriculares - Debate da Record Minas Saúde Fazer parcerias com o setor privado para complementar o atendimento do SUS - Debate da Band Minas Parceiras com organizações sociais e filantrópicas para concluir e administrar alguns dos hospitais regionais em obra, dedicando 40% das vagas para atendimento do SUS - Debate da Band Minas Médico da Família como alicerce das políticas de saúde básica - Plano de governo Cultura Vai privilegiar manifestações como o Congado e a Folia de Reis e diz que não vai privilegiar "aqueles mesmos grupos artísticos de sempre" - post no Instagram Fonte: G1



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