Rodrigo Carvalho: 'Priorizamos o social, mas a conscientização da população foi a nossa maior vitória'

VÍDEO – Pré-candidato a vereador e ex-secretário que comandou uma das áreas mais importantes do Governo Wladimir fala ao Campos 24H


  • Atualização em 26/05/2024, 11h57, Foto: Campos 24 Horas.

Postado por Fabiano Venancio - Nos últimos anos, Campos alcançou inegáveis avanços na área social com a reimplantação de políticas públicas que abrangem uma sólida estrutura e programas sociais cancelados no governo passado. Licenciado para a disputa de uma cadeira na Câmara de Vereadores, nas próximas eleições, o ex-secretário de Desenvolvimento Humano e Social, Rodrigo Carvalho (PP), nesta entrevista ao Campos 24 Horas (vídeo acima), enumera as ações para atender especialmente a parcela da população em vulnerabilidade social. “Dobramos o número de atendimento nos CRAS. Só em dezembro 5.500 atendimentos" exemplificou. Ele destaca, no entanto, que a maior vitória está na conscientização dos beneficiários sobre a conceituação dos direitos sociais. Rodrigo também dá detalhes das políticas pública voltadas para as crianças e os idosos de Campos. (Leia abaixo)

“Nossa maior conquista foi conscientizar as pessoas de que os benefícios sociais não eram um favor, mas um direito que estava retornando a elas e que por muito tempo lhes foi retirado. A cesta básica, assim como o Cartão Goytacá não é favor do poder público ou assistencialismo, mas justiça social e cidadania. Mas que, infelizmente, não era olhada sob essa ótica na gestão passada”, analisou Ao fazer um retrospecto das políticas na área social dos quatro anos, Rodrigo disse que o atual governo herdou um desmonte na estrutura da secretaria. “Houve um desmonte em todas áreas do município. Herdamos uma secretaria desmantelada, sem conselhos funcionando e programa social algum”, resumiu. (Leia mais abaixo)

DIREITO, NÃO FAVOR - A partir da remontagem da estrutura de funcionamento da secretaria, houve um 95% número de atendimentos em relação ao ano de 2020, o último ano da gestão anterior.  “Dobramos o número de atendimento nos CRAS. Só em dezembro 5.500 atendimentos. Porque as pessoas passaram a entender que benefício social é um direito, não um favor. Assim, as pessoas passaram a procurar mais e houve aumento da demanda. Política se faz com comparações, e neste caso comparamos dados estatísticos com outros governos e o atual, até para avaliar os avanços que alcançamos”.

Os avanços, no entanto, vieram acompanhados de desafios como a invisibilidade dos estratos mais vulneráveis da população, como ponderou Rodrigo Carvalho.

“Tecnicamente, essas pessoas são chamadas de invisíveis sociais. Aquelas que tem direito, são merecedoras do benefício, mas o poder público não as via porque muitas mas não têm condições de ir em busca dos seus direitos. Por exemplo: Mata da Cruz fica mais próximo de Cardoso Moreira e Italva do que do centro de Campos. Como uma pessoa de Mata da Cruz vai até Morro do Coco, onde fica o Crais onde ela está vinculada? É difícil, até pela logística de transporte. Então, vamos até lá”, explicou.

SOCIAL MAIS PERTO - Assim, o prefeito Wladimir Garotinho resolveu criar o “Social Mais Perto”, um programa que visa levar o atendimento da secretaria aos locais mais longínquos do município.

“Levamos o atendimento na porta das pessoas, ouvindo as suas histórias e vivências, acolhendo essas pessoas e fazendo com que elas se sentissem parte de todo um projeto. Como parte de uma família junto com as pessoas que trabalhavam na secretaria”. (Leia mais abaixo)

Durante a entrevista, Rodrigo Carvalho abordou o crescimento do número de pessoas em situação de rua na área central de Campos. Ainda de acordo com o ex-secretário, o grande diferencial do governo anterior para este foi a “humanização” no tratamento desta população.

“O diferencial foi a humanização. Nós não tivemos um inverno que a gente não fosse para as ruas porque houve um período que Campos registrou 10 e 11 graus de temperatura à noite. Fomos tentando fazer com que as pessoas viessem para o abrigo. O que não podemos é praticar a higienização social, obrigando as pessoas entrarem à força numa Kombi e levando-as ao desabrigo em qualquer lugar. Também não podemos desistir das pessoas e dizer que se elas querem ficar nas ruas o problema é delas. Não, o problema também é nosso”.

ACOLHIMENTO - O ex-secretário relata que essas pessoas são abordadas pelas assistentes sociais da secretaria e convidadas a ter um acolhimento. A prioridade é convencê-las de que o mundo no acolhimento num abrigo é melhor do que fora dele.

“Muitos não entendem, mas essas pessoas têm o seu livre arbítrio de viverem na rua. Nosso papel é oferecer este acolhimento temporário e necessário para que elas se restabeleçam e futuramente possam andar com as próprias pernas. Ainda que insistam em permanecer nas ruas oferecemos apoio com refeição, cobertor, banho e higiene. Hoje, a pessoa pode não querer vir para o abrigo, mas amanhã ou depois da manhã, sim. Como aconteceu com muitas delas que depois mudaram de vida”.

Para facilitar a inserção social das que decidiram mudar de vida, o prefeito encaminhou um projeto aprovado na Câmara de Vereadores, o Acolhe Campos, que destina 5% de vagas a essas pessoas no serviço público ou em concessionárias como Aguas do Paraíba e Vital Engenharia. (Leia mais abaixo)

CRIANÇA - A secretaria abrange programas para a criança carente como o programa Mãe Coruja. O programa consiste na oferta de um kit Enxoval para as mamães em situação de vulnerabilidade. “O prefeito e a primeira-dama Tassiana conversaram comigo chamaram para fazermos o programa porque havia muitas mães que não tinham o enxoval. Hoje já batemos a meta de mais de 4 mil atendimentos, saímos do zero para 95% de atendimento em comparação com a gestão anterior. Há ainda o programa Criança Feliz, do governo federal, que nós aderimos. As famílias são atendidas em conjunto com o Crais atendendo, especificamente, crianças, adolescentes e as mães com atendimento visando o desenvolvimento integral da criança”. 

ANDAR PELAS RUAS - Por fim, caso seja eleito, o pré-candidato planeja gastar mesmo a sola do sapato durante e após as eleições, andando pelas ruas de bairros, distritos e localidades para conhecer a realidade do município.

“Quero estar sempre perto da população andando nas ruas e vendo suas necessidades e carências. Porque o poder público não pode estar em todos os lugares. Então, o vereador nada mais é do que um elo de ligação entre a comunidade e o poder público, com um caráter fiscalizatório. Precisa circular pelo município e informar o prefeito, dizendo o está faltando ou onde precisamos melhorar. Pretendo andar pelas ruas porque só se conhece a realidade de quem precisa quando você estar perto dela”, finalizou.



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