Postado por Fabiano Venancio - Atualziada em 26/06 às 10h29 - Pela terceira vez em 25 anos, Campos terá novamente um representante no poder ocupando o Palácio Guanabara. Neste sábado (24), o deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL), presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) e terceiro na linha sucessória, assume interinamente o Executivo fluminense por alguns dias, em razão da viagem do governador Cláudio Castro (PL) à Europa, e da ausência do vice-governador Thiago Pampolha (PL), em viagem no exterior com a família. O site Campos 24 Horas mostra os outros campistas que também foram governadores, em diferentes circunstâncias, antes e depois da fusão entre os estados do Rio de Janeiro e Guanabara: Togo de Barros, Celso Peçanha, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e Teotônio Araújo. (Leia abaixo)
OUTROS CAMPISTAS - Em 1998, Anthony Garotinho foi eleito governador na disputa com César Maia. Foi ainda o campista a alcançar maior votação nas disputas eleitorais, com cerca de 16 milhões de votos, quando se candidatou à presidência da República, em 2022. (Leia mais abaixo)
ROSINHA - Em 2022, foi a vez de Rosinha ser eleita, que embora não seja campista de nascimento (é natural de Itaperuna), veio ainda menina para Campos, onde casou-se com Garotinho, tem seu domicílio eleitoral e construiu sua carreira política.
TOGO DE BARROS - Advogado, jornalista e servidor público, Togo de Barros (1914-2007) foi o primeiro campista a assumir o governo estadual no Palácio do Ingá, em Niterói, à época capital do antigo estado do Rio.
No ano de 1958, como era deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Togo assumiu o governo após a renúncia do então governador Miguel Couto, permanecendo até 1959.
Reeleito deputado estadual no PSD, em 1962, foi empossado, mas com a decretação do Ato Institucional nº 2, em 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se a Arena, partido de sustentação do regime militar instituído em 1964. Candidatava-se à reeleição quando, em 1966, teve a candidatura impugnada, sob a acusação de ter hospedado o líder comunista Luís Carlos Prestes em sua residência.
Com a implantação do regime militar, Togo teve seus direitos políticos cassados, só restituídos com a Lei da Anistia, em 1979, com a qual pode também reaver seus proventos da aposentadoria no Instituto do Açucar e do Álcool (IAA). (Leia mais abaixo)
Foi ainda professor do Instituto Comercial de Campos, redator do jornal carioca O Dia, secretário de estado da Agricultura, Comércio e Indústria e presidente da Caixa Econômica Federal, no Rio de Janeiro.
Afastado da vida pública, passou a atuar como advogado e tornou-se membro do Conselho de Administração da Indústria de Bebidas Joaquim Tomás de Aquino S.A., empresa do Grupo Toquino, de propriedade do seu sogro. Natural da Baixada Campista, Togo de Barros veio a falecer em Campos, aos 93 anos.
CELSO PEÇANHA - Já Celso Peçanha (1916/2016), também advogado, jornalista e professor, foi eleito governador , tendo ocupado também o Palácio do Ingá, entre 1961 e 1962.
Natural de Santo Eduardo, no norte do município, Celso foi ainda prefeito de Rio Bonito (por três vezes) e deputado federal (duas vezes) pelo PTB. Era parente do ex-presidente Nilo Peçanha, sobre quem escreveu um livro, além de outras obras.
TEOTÔNIO ARAÚJO - Cinco anos depois foi a vez do também advogado Teotônio Ferreira de Araújo (1918/1978), que após a cassação do governador Badger da Silveira foi eleito vice-governador na chapa de Paulo Torres, vindo assumir o governo estadual, em 1966, quando Torres deixou o cargo para ser candidato a uma vaga no Senado. (Leia mais abaixo)
Foi também mais uma vez vice-governador na chapa com Raymundo Padilha e deputado estadual, além de secretário estadual de Interior e Justiça e ainda de Agricultura, assim como foi presidente estadual da Arena.