23/12/2015 08h35 | Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas
Atualizado 24/12 às 08h30 - Os ônibus voltaram a circular na manhã desta quinta-feira(24) no município. Segundo a categoria, as empresas ficaram de realizar o pagamento nesta quinta-feira (24), mas caso isso não ocorra, os rodoviários farão nova paralisação.
Greve
Aproximadamente 90% dos rodoviários cruzaram os braços na manhã desta quarta-feira (23). Os ônibus estão estacionados no cais da Lapa. A categoria reivindica o pagamento do salário do mês de novembro e a segunda parcela do 13º. Ao saber da paralisação, a prefeita Rosinha Garotinho disse em entrevista na Rádio Diário FM, que vai adotar medidas judiciais já que as empresas não vêm cumprindo as recomendações para receber a passagem social.
Segundo um motorista de uma empresa, que não quis se identificar, apenas as empresas Cordeiro e Jacarandá estão rodando. Já os trabalhadores das empresas Rogil, São Salvador, Turisguá e São João estão parados.
Ainda de acordo os trabalhadores, o dinheiro repassado pela Prefeitura foi para pagar os dois meses de salário atrasado e o 13º, mas as empresas só pagaram o mês de outubro e uma parcela do 13º.

Eles alegam ainda que na última assembleia foi feito um acordo onde a empresa Rogil pagaria os salários atrasados e o 13º, e até dia 20 as outras empresas fariam o mesmo. Além disso, caso não fosse cumprido o acordo, os rodoviários iriam parar. Eles destacam que só voltarão ao trabalho após o recebimento do salário.
Atualização - 17h10 - Em contato com a redação do
Campos 24 Horas, às 17h05 desta quarta-feira (23) o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Roberto Virgílio, disse que a categoria permanece em greve. Segundo ele, as empresas não procuraram o sindicato para informar sobre o pagamento do salário de novembro e a segunda parcela do 13º salário.
Nota da Prefeitura
O Município realizou no dia 04 de dezembro o depósito dos valores referentes à folha de pagamento do mês de outubro e a primeira parcela do 13º dos rodoviários, conforme acordado em audiência com o Ministério Público do Trabalho (MPT), realizada no dia 03 de dezembro.
A decisão foi tomada, excepcionalmente, para ajudar aos rodoviários e evitar que a população fosse prejudicada. A prefeitura esclarece que a relação trabalhista é entre patrões e empregados das empresas de transporte coletivo.
Desde o início do Programa Passagem Social, a prefeitura já repassou, a título de complementação, às empresas de ônibus, R$ 206 milhões. Além desse valor, as empresas também arrecadam R$ 1, de cada passageiro. O programa foi iniciado em 1º de maio de 2009. A partir da implantação do novo sistema de transporte coletivo, em setembro, as empresas teriam que apresentar as certidões de regularidade fiscal e, ainda, implantar o sistema de bilhetagem. Sem cumprir estes critérios, a prefeitura fica impossibilitada de fazer repasses.
Em outubro, a prefeitura fez uma antecipação às empresas de ônibus, excepcionalmente, no valor R$ 3 milhões, com base no mês de setembro, e fez constar em ata assinada por todos os empresários presentes, que os recursos seriam utilizados para a quitação da folha de salários e, só em seguida, para as demais obrigações das empresas.