Rodoviários de Campos voltam a trabalhar

Paralisação foi suspensa por volta das 15h após aviso do risco de decretação da ilegalidade do movimento


greve-ônibus Diversos ônibus foram retirados das empresas, mas ficaram estacionados no terminal de desembarque sem circular até as 15h (Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas.
terça-feira, 14 de outubro de 2014   -    Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas Roberto Virgílio 3Em atendimento a um pedido do sindicato da categoria,  rodoviários de quatro empresas de Campos concordaram em suspender a paralisação que havia começado a zero hora e voltaram a trabalhar por volta das 15h desta terça-feira(24). Com isso,  60% dos motoristas e cobradores voltaram a trabalhar, conforme determinado pela Justiça do Trabalho. A paralisação afetava 90% da frota de ônibus e foi feita por rodoviários que exigem o pagamento do salário do mês de setembro. Perguntado por telefone sobre a suspensão da paralisação, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Roberto Virgílio, respondeu ao Campos 24 Horas: "Fiz ver a eles que poderíamos sofrer sanções graves, como a Justiça decretar a ilegalidade da greve, já que se trata de serviço essencial, e o sindicato sofrer multa por descumprimento de ordem judicial", disse Virgílio, que acrescentou: "Estamos entrando com uma petição com pedido de  julgamento do dissídio coletivo, pois essa situação não poder perdurar", informou. Paralisação por causa de salário atrasado Os rodoviários das empresas de ônibus Rogil, São João, São Salvador e Turisguá decidiram cruzar os braços por 24 horas, a partir da zero hora. Segundo o sindicato da categoria, a decisão se deve ao não pagamento do salário do mês de setembro. O sindicato informou ainda que a orientação é para que a paralisação não aconteça, pois contraria uma determinação judicial. ônibus 1410Funcionários de uma das empresas confirmaram  nesta manhã ao Campos 24 Horas que a paralisação ocorre em razão do não pagamento do salário do mês de setembro. Na pauta de reivindicação, os principais ítens são:  reajuste salarial de 17% e benefícios como uniforme gratuito, plano de saúde e cesta básica. Os rodoviários disseram ainda ao Campos 24 Horas que nenhum empresário  se posiciona para um acordo. "Ninguém vem propor algum entendimento, uma negociação, para dizer o que pode ou não pode fazer. Estamos passando por dificuldades. O dono do comércio onde compramos não espera para receber ", disse um dos rodoviários. Os mesmos rodoviários reclamam também da falta de posicionamento do sindicato, e por isso resolveram fazer a paralisação. Rodoviários das empresas que já pagaram o salário de setembro - Brasil, Cordeiro, Siqueira e Jacarandá-, estão trabalhando. Os rodoviários deflagraram greve no dia 29 de setembro. Eles cumprem decisão do Tribunal Regional do Trabalho, que expediu liminar determinando que 60% dos trabalhadores estejam em atividade. "Vamos tentar conversar com os rodoviários, mas acho difícil que eles desistam da paralisação. Caso mantenham a posição,  poderemos sofrer sanções. Não sabemos como o Tribunal irá entender essa decisão" afirmou Roberto Virgílio, presidente do sindicato dos Rodoviários. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setranspas) de Campos enviou nota ao Campos 24 Horas sobre a paralisação; confira: “O Setranspas não foi informado pela representação sindical dos profissionais rodoviários sobre qualquer paralisação que estaria prevista para acontecer no dia 14 de outubro. O Setranspas considera a suposta iniciativa incoerente, já que há uma determinação judicial para que 40% da frota circulem desde o início da greve dia 29 de setembro. O Setranspas mantém-se aberto ao diálogo junto aos trabalhadores, e reafirma não poder conceder reajuste algum neste período por questões financeiras e devido à defasagem de tarifas em torno de setenta por cento. O Setranspas aguarda julgamento do Tribunal de Justiça quanto à ilegalidade da greve. As empresas se mantêm com toda sua frota de ônibus para que o serviço não deixe de ser fornecido à população".



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