Roda de conversa com assistentes sociais no combate à evasão escolar

A ação foi voltada para os pais ou responsáveis dos alunos faltosos. Trata-se de um trabalho de rotina do programa, uma ação que conta com assistentes sociais e profissionais das unidades escolares


  • 13/06/2022, 16h07, Foto: Ascom.

Uma roda de conversa foi realizada na manhã desta segunda-feira (13), na Escola Municipal Marechal Arthur da Costa e Silva, em Guarus. Uma equipe do Programa Auxílio Brasil/Ficai falou sobre o preenchimento da Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e da importância da frequência escolar. A ação foi voltada para os pais ou responsáveis dos alunos faltosos. Trata-se de um trabalho de rotina do programa, uma ação que conta com assistentes sociais e profissionais das unidades escolares, visando combater a evasão escolar.

A coordenadora do Auxílio Brasil/Ficai, Sílvia Teixeira, explicou que a Ficai só é aberta quando o aluno tem três faltas consecutivas. "Diante das faltas, o articulador da escola entra em contato com a família para saber o motivo das faltas. Se for algo relacionado a questões sociais, é encaminhado para os assistentes sociais da Seduct e, caso haja violação de direitos, o Conselho Tutelar é acionado", explica Sílvia. (Leia mais abaixo)

Com uma filha matriculada na escola, a autônoma Géssica da Conceição Ribeiro Alves disse que recebeu o chamado da escola.

"É muito difícil porque nem sempre posso trazer. Sou autônoma e se não trabalhar não ganho. Recebo cerca de 900 reais, indo todos os dias. O bolsa família me ajuda muito porque já tenho garantido a alimentação dos meus filhos. Agora, estou recebendo também o Cartão Goitacá de 200 reais, que é uma grande ajuda. Sem essas ajudas eu não conseguiria sustentar minha família, sou mãe solo. Agora, após a conversa, estou mais tranquila porque sei que vou ser ajudada", afirmou Géssica.

Mãe de 4 filhos na escola, Elisângela Ingrid Barbosa Ferreira, também estava na roda de conversa. Ela conta que a filha Laise, 17 anos, parou de frequentar as aulas em março por estar grávida. "Ela estava reclamando de dores e disse que quando o bebê nascer, ela volta", disse Elisângela.

Já Camila da Silva Monção justificou que o filho Heron, 4 anos, ficou doente precisando se ausentar por 12 dias. "Ele estava com febre. Não tinha como trazer", explicou Camila.

A Escola Marechal Arthur da Costa e Silva tem 954 alunos e registra 10% de alunos infrequentes. A vice-diretora da instituição, Ana Luiza Carneiro Motta, explica que os motivos são variados. Gravidez, mudança de endereço, dificuldade para acordar cedo, entre outros. (Leia mais abaixo)

"Há ainda os alunos que a gente não consegue contato. Esse tipo de conversa é muito importante porque os pais aprendem que a infrequência atrapalha muito a criança, pedagogicamente. É importante que eles nos dêem retorno se a criança estiver doente, levem no médico para que peguem o atestado e a gente possa abonar as faltas", ressaltou Ana.

A Ficai visa estabelecer o controle da infrequência e do abandono escolar de crianças e adolescentes. O serviço é fruto de parceria firmada em 2015 com o Ministério Público Estadual, os Conselhos Tutelares e a Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct).

 



fique bem informado