O Ministério da Saúde confirmou, na tarde desta segunda-feira (16), 31 casos de coronavírus no estado do Rio de Janeiro. Outros 96 pacientes são suspeitos e 153 casos foram descartados. No Brasil, são 234 casos confirmados.
Um dos infectados pelo novo coronavírus é um médico de 65 anos que está internado em um hospital da rede privada. Ele é o primeiro paciente em estado grave. (Leia mais abaixo)
Logo após a divulgação do último boletim do Ministério da Saúde, Edmar Santos, secretário Estadual de Saúde, disse que o RJ seguia com 25 casos confirmados e 95 suspeitos. Junto com o governador Wilson Witzel e outras autoridades, Santos participa de uma entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul.
"Seguimos com 25 casos. O 25º [caso] é o grave. Apresentou pequena melhora, mas segue muito grave. Noventa e cinco em investigação. A Itália, há um mês, estava numa situação igual a nossa hoje. Atualmente, é uma tragédia humanitária. As ruas só estão vazias depois que morreram mais de mil pessoas. Precisamos esvaziar as ruas hoje antes que haja algum morto", recomendou o secretário estadual.
Até esta segunda, não havia informações de como o médico contraiu o vírus. Ele é o segundo caso grave no Brasil. O primeiro é o de uma mulher no Distrito Federal.
"O sistema respiratório [está] comprometido. [O paciente] já está entubado, gravíssimo", afirmou o governador Wilson Witzel na noite deste domingo.
Medidas para conter a pandemia (Leia mais abaixo)
Educação: escolas públicas e particulares ficam fechadas a partir desta segunda-feira (16) em quase todo o Estado. Algumas redes municipais ainda mantém as aulas; verifique aqui.
Transporte público: há a recomendação para ônibus e BRTs evitarem superlotação. Foi recomendado às empresas que adotem jornadas de trabalho alternativas (indústria, 1º turno, às 6h; comércio, às 8h; e serviço, às 10h), para evitar superlotação.
Serviços de saúde: foram suspensas as férias de profissionais da Saúde e da assistência social da rede pública. Há a possibilidade de realização compulsória de vacinação, exames médicos e outros tipos de testes de saúde (não foi detalhado como isso ocorreria). Estão suspensas visitas a pacientes diagnosticados com coronavírus e internados na redes pública e privada de saúde. Um decreto preparado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro suspende a partir desta segunda-feira procedimentos cirúrgicos eletivos nos hospitais gerais públicos e universitários, com exceção das cirurgias oncológicas e cardiovasculares, por tempo indeterminado.
Espaços públicos: vão ficar fechados ou com limitação de entrada Academia Brasileira de Letras, Bondinho do Pão de Açúcar, Senac, Sesc e Centro Cultural Banco do Brasil.
Eventos culturais: há a recomendação para cancelamento de atividades em cinemas, teatros e museus. Os eventos já autorizados no Rio terão os alvarás cancelados e o público será ressarcido. (Leia mais abaixo)
Praias: poderão ser interditadas para evitar aglomeração de pessoas.
Presídios: visitações estão suspensas. As visitas de advogados a presidiários deverão ser ajustadas pelo secretário de Administração Penitenciária.
Abrigos: visitações estão suspensas.
Isolamento domiciliar: Há a recomendação para que pessoas de baixa imunidade não saiam de casa (asma, pneumonia, tuberculose, câncer, doentes crônicos e transplantados).
Isolamento da cidade do Rio: há a possibilidade de restrição excepcional e temporária de entrada e saída da cidade, por rodovias, portos ou aeroportos. (Leia mais abaixo)
Justiça: o Judiciário tomou medidas para reduzir a circulação de pessoas em fóruns.
Legislativo: a Alerj diminuiu audiências públicas e o acesso à Câmara.
Fonte: G1