quarta-feira, 2 de outubro de 2013 - Foto: JB
Várias brechas que podem ser questionadas quanto a legalidade do plano enviado pela Prefeitura do Rio à Câmara (Leia mais abaixo)
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação anunciou na manhã desta quarta-feira (03/10) que vai entrar com uma ação de inconstitucionalidade na Justiça contra a Câmara Municipal do Rio, pedindo a anulação da votação do Plano de Cargos e Salários da categoria aprovado nesta terça (01/10), por 36 votos a 3. A coordenadora do Sepe, Marta Moraes, disse que os advogados do sindicato avaliaram as emendas e encontraram várias brechas que podem ser questionadas quanto a legalidade do plano enviado pela Prefeitura do Rio à Câmara.
Os professores não concordam com o plano de carreira proposto pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), que equipara a remuneração de professores com a mesma formação e que exercem a mesma função, além de não oferecer benefícios para quem tem outras especializações. O Sepe vai realizar um ato público na Cinelândia, às 17 h desta quarta-feira (02). O encontro é em repúdio à votação do plano e a truculência da Política Militar contra os professores. O acampamento montado em frente ao prédio da Câmara está sendo desmontado nesta quarta (2) e na sexta-feira (4), a categoria vai realizar uma nova assembleia para definir os rumos da greve.
A votação do plano de Cargos e Salários dos professores aconteceu em clima de guerra e muita revolta dos profissionais e da população que apoia a categoria. Enquanto os vereadores votavam a favor das emendas no plenário, do lado de fora da casa os educadores faziam uma manifestação pacífica, com músicas e palavras de ordem. Um grupo infiltrado de black blocs começou a depredar o prédio da Câmara, jogando pedra e pedaços de madeira nas janelas da casa e ainda forçaram as portas para entrar.
O Batalhão de Choque reagiu imediatamente, numa das ações mais violentas desde o início das manifestações, em junho. Os manifestantes foram dispersados com bombas de efeito moral, gás lacrimogênio, spray de pimenta e com tiros de bala de borracha. Vários professores, alunos e idosos saíram feridos. As principais vias do Centro do Rio foram interditada e grupos de professores eram agredidos pela PM no entorno da Câmara. "A ação da Polícia Militar foi irresponsável, sem um comando e usou de extrema violência para cumprir as ordens do prefeito Eduardo Paes e do governador Sérgio Cabral, que queriam os professores longe da Câmara para aprovar o plano de carreira que não queremos", disse Marta Moraes.