
Os eleitores do Rio de Janeiro elegeram, neste domingo (7), Flávio Bolsonaro (PSL) e Arolde de Oliveira (PSD) para o Senado. A disputa pela segunda vaga foi uma das mais acirradas das últimas eleições.
Com 99% dos votos apurados, o deputado Flávio Bolsonaro recebeu 4.363.343 votos, o equivalente a 31,36% dos votos válidos. O deputado federal Arolde de Oliveira obteve 2.372.390 votos, o equivalente a 17,05% dos votos válidos.
O candidato Cesar Maia (DEM), que aparecia nos primeiros lugares nas pesquisas de intenção de voto antes das eleições, ficou em terceiro lugar.
Flávio Bolsonaro
Flávio Nantes Bolsonaro, 37 anos, nasceu em Resende, no sul do estado. É deputado estadual em quarto mandato e atuou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, na presidência das comissões de Segurança Pública e Assuntos de Polícia; de Legislação Constitucional Complementar e Códigos e de Defesa Civil.
Ele também foi membro efetivo da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania e presidente da Comissão Especial de Planejamento Familiar.
Durante a campanha para o Senado, Flávio Bolsonaro prometeu trabalhar pela redução da maioridade penal e pela desburocratização da legislação para facilitar o empreendedorismo e a geração de empregos em larga escala.
O candidato também levantou a bandeira em favor da reforma do Estatuto do Desarmamento. Para o político, o cidadão deve ter o direito à legítima defesa reforçado. Bolsonaro ainda afirmou ser contrário a legalização das drogas e ao debate sobre a ideologia de gênero nas escolas.
Arolde de Oliveira, 81 anos, nasceu no Rio Grande do Sul. Cursou a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e depois se formou como Engenheiro pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) se especializando na área de Telecomunicações.
Na política, foi 9 vezes deputado federal, Secretário de Transporte do Município do RJ e Secretário de Trabalho e Renda do Estado do Rio de Janeiro.
Na campanha ao Senado, Arolde destacou três pontos. O primeiro deles é a defesa da família onde ele destaca ser contra a legalização do aborto, das drogas e dos jogos de azar. Também é contra a Ideologia de gênero e sexualização das crianças e a favor da escola sem partido.
Na área da Segurança Pública ele defende o fim da progressão de pena; a redução da maioridade penal; a flexibilização do estatuto do desarmamento e a isenção do Imposto de Renda para agentes de segurança.
O último ponto é a defesa de um Brasil melhor onde ele destaca ser favorável à redução de ⅓ do número de parlamentares; fim do financiamento público de campanha; atualização anual por Lei da tabela de cálculo do Imposto de Renda e a diminuição e simplificação tributária.
Fonte: G1