Rios ultrapassam cota de transbordo e deixam cidades do Norte e Noroeste Fluminense em alerta

Defesa Civil monitora níveis críticos do Pomba, Muriaé e Itabapoana; Paraíba do Sul sobe em Campos e já está em estágio de atenção


  • 28/02/2026 | 10h18 | Foto: Arquivo.

Os rios Muriaé, Pomba e Itabapoana registraram elevação significativa nas últimas horas e já superaram as cotas de transbordo em municípios do Norte e Noroeste Fluminense. O cenário levou a Coordenadoria Regional de Defesa Civil (Redec Norte) a intensificar o monitoramento e emitir alertas para diversas cidades da região.

Em Santo Antônio de Pádua, Cambuci e Aperibé, o rio Pomba opera cerca de 20% acima do nível considerado de transbordo. Na manhã deste sábado (28), em Pádua, o rio atingiu 6,24 metros — 1,24 metro acima da cota limite. Em Aperibé, o nível chegou a 4,44 metros, superando em 84 centímetros o transbordo estipulado em 3,60 metros. Em Cambuci, também com 4,44 metros registrados, o volume ultrapassa em 1,24 metro a marca de 3,20 metros. (Leia mais abaixo)

O rio Muriaé também transbordou em cidades do Noroeste Fluminense. Em Laje do Muriaé, o nível chegou a 5,49 metros, acima dos 5,20 metros que configuram transbordo. Em Italva, o rio subiu 36 centímetros durante a noite e alcançou 4,50 metros, ultrapassando com folga a cota de 3,80 metros. Já em Itaperuna, o Muriaé avançou 10 centímetros entre sexta e sábado, chegando a 4,38 metros.

A situação também inspira cuidados em Cardoso Moreira, onde o nível do Muriaé marcou 7,13 metros na medição das 8h, aproximando-se da cota de transbordo fixada em 7,50 metros.

No Noroeste, o rio Itabapoana ultrapassou o limite em Bom Jesus do Itabapoana. O nível atingiu 3,75 metros, superando os 3,10 metros estabelecidos como cota de transbordo.

Em Campos, o rio Paraíba do Sul segue em elevação ao receber o volume de água de seus afluentes. O nível subiu quase dois metros marcou 9,12 metros 9,32 metros na última medição deste sábado. Apesar de ainda estar abaixo da cota de transbordo, fixada em 10,40 metros, o estágio é considerado de alerta.

A Defesa Civil permanece acompanhando a evolução dos níveis e orienta a população das áreas ribeirinhas a ficar atenta aos comunicados oficiais diante da possibilidade de novos aumentos no volume de água. (Leia mais abaixo)



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