RioAgro Cana reúne especialistas de Campos e região, e apresenta novidades do setor sucroenergético

O evento recebeu cerca de 500 pessoas, entre produtores rurais, proprietários de usinas, autoridades, e pessoas ligadas ao setor sucroenergético de todo Norte Fluminense


  • 22/09/2017 07h41 | Foto: César ferreira.
A segunda etapa de apresentação dos painéis de trabalho dentro do RioAgro Cana, evento promovido pelo Sindicato das Indústrias Sucroenergéticas do Estado do Rio (SISERJ), nesta quinta-feira (21), no auditório da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), mostrou que o setor precisa inovar, aliando tecnologia ao conhecimento. Ao longo do dia o evento recebeu cerca de 500 pessoas, entre produtores rurais, proprietários de usinas, autoridades, e pessoas ligadas ao setor sucroenergético de todo Norte Fluminense. Sob a organização do Fatore e Smartt Mídia, o RioAgro Cana, ao final dos painéis, apresentou, na prática, as novidades do setor: a máquina colheitadeira de cana-de-açucar de tecnologia alemã, desenvolvida em conjunto com pesquisadores brasileiros e alemães e, também, a introdução e uso de drone em sobrevoo nas lavouras. A situação do setor hoje na região é considerada pela maioria dos palestrantes como das piores, levando-se em consideração as péssimas condições climáticas dos últimos anos, aliadas à falta de investimentos, conhecimento e tecnologia. Prova disso é que em 2015, por exemplo, as usinas locais sequer moeram, em função da seca e outros fatores. Por isso, segundo os especialistas, é preciso ainda investir em irrigação, no melhoramento genético da cana-de-açúcar, instalação de viveiros de mudas e muito mais. UNIÃO PARA ALAVANCAR SETOR - Antes das apresentações de campo que finalizaram o evento, o presidente do SISERJ, Frederico Paes, ressaltou que a máquina colheitadeira alemã já saiu do laboratório e, a partir daquele momento, se encontra em fase de experiência em Campos, pela primeira vez no país. "Estamos assinando convênio com a UFRRJ para implementação, o que nos trará inúmeros benefícios. Agora precisamos de apoio governamental para continuar o trabalho, porque não adianta apresentar tecnologias e não aplicar. E a importância de parcerias é muito importante. Parcerias como as que tivemos para realizar esse evento, tornando-o este sucesso", enfatizou Frederico. Na organização do evento, o jornalista Sérgio Cunha, do Fatore, e Tarcísio Viana, da Smartt Mídia, destacaram a importância da realização. "O agronegócio movimenta a economia no país e com a cana não é diferente. Para o produtor, esse evento representa a oportunidade à respeito de novas tecnologias e conhecimentos, integrando diferentes parceiros para discussão de atrasos históricos ligados à cana. E, ainda, apresentando os caminhos para que ele possa crescer", pontuou Sérgio. “Nossa preocupação é com o desenvolvimento do município. O RioAgro Cana tem a proposta de alavancar o setor e fazer a sua retomada, a partir da discussões”, destacou Tarcísio. O evento tem o patrocínio do Banco do Brasil, Sicoob Sul, Sescoop, Grupo MPE, Bracom, Águas do Paraíba, e apoio da Prefeitura de Campos, Câmara Municipal de Vereadores, UFRRJ, Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Asflucan, Campos Convention &Visitors Bureau, entre outros. PAINÉIS 1 - A boa notícia vem do Banco do Brasil, que aponta que o órgão disponibilizou mais de R$ 200 milhões para empréstimo a pequeno, médio ou grande produtor, com taxas das mais acessíveis, segundo Cristiano Celestino, assessor da superintendência do BB. 2 - Já Daniel Granuzzo, superintendente da Organização das Cooperativas do Brasil, explicou que um dos incrementos em negócios hoje pode ser através do cooperativismo. De acordo com o palestrante, o cooperativismo remunera o cooperado, que é dono do negócio e também trabalhador, de acordo com sua produção. 3- A obrigatoriedade da melhoria do solo foi apontada pelo agrônomo da UFRRJ, Josiel de Barros, que afirmou que é preciso haver melhoria do solo, além de adubação, entre outros. Hoje Campos cultiva a cana da espécie RB867515, a que mais aguenta as condições adversas do ambiente, embora ainda não seja a perfeita. 4 – Por muito tempo foram abandonadas as práticas utilizadas no setor açucareiro, segundo o agrônomo Willian Pereira. Ele cita que uma das práticas abandonadas é a de instalação de viveiros de mudas, além do controle fitossanitário, entre outros. COLHEITADEIRA A máquina de tecnologia alemã já saiu do laboratório e está no campo, pela primeira vez em atividade no país em Campos. Ela tem capacidade de produção de até 200 toneladas/dia, com conceito ecológico de cortar sem queimar o canavial. A partir de 2020, estará terminantemente proibida a queimada em todo o país, por isso a importância da nova máquina, que irá substituir as existentes hoje, para grandes áreas de plantação. DRONE Este já é utilizado com sucesso em vários estados, entre eles São Paulo, na identificação de falhas no plantio e posterior renovação de canaviais. Ele chegou para apoiar a produção do mapeamento georreferenciado, ou seja, se cria uma imagem e, a partir delas, se faz vários tipos de análises, observando os locais que têm falhas, quanto se está perdendo e quanto se deve replantar, entre outros. AGROCANA Pela manhã, na abertura do evento, o prefeito de Campos, Rafael Diniz, assinou a minuta do Projeto Agrocana, que tem como objetivo alavancar a cadeia produtiva da cana-de-açúcar em Campos e região. O prefeito afirmou que “o grande segredo é a união de diferentes setores em torno do setor sucroenergético e, sem dúvida, está aí a grande importância desse evento”. De acordo com Diniz, em momento de crise nacional como esse é importante discutir os problemas e procurar soluções, principalmente, como forma de tirar Campos da dependência dos royalties que o município se encontra.



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