Rio tem dois novos candidatos a santo


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014    -    Foto: Reprodução

Nomeado cardeal, Dom Orani abre processo de beatificação de casal (Leia mais abaixo)

candidatos-santosO Rio pode ganhar dois santos. No último sábado, a Arquidiocese da cidade abriu o processo para beatificação de Zélia e Jerônimo, casal que morou na Tijuca e teve 13 filhos, nove deles dedicados à vida religiosa (se tornaram padres ou freiras). Hoje, após a missa das 10h na Igreja de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, na Tijuca, em homenagem ao santo padroeiro da cidade, os restos mortais dos ‘Servos de Deus’ seguirão em carreata até a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Gávea, onde serão expostos. 

A Abertura Canônica do Processo de Beatificação dos dois foi assinada por Dom Orani na Paróquia Nossa Senhora de Copacabana.Com isso, o casal entra no mesmo ‘status’ da menina Odetinha, cujo processo de beatificação foi aberto em janeiro de 2013. Na primeira fase do processo, uma comissão arquidiocesana vai analisar documentos e ouvir pessoas relacionadas à vida dos candidatos a santos. 

Zélia Pedreira Abreu Magalhães nasceu em 1857, em Niterói, e morreu em 1919, no Rio. Já Jerônimo de Castro Abreu Magalhães nasceu em Magé, em 1851, e morreu em 1909, em Carmo. Eles se casaram em 27 de julho de 1876, na Barra da Tijuca. Dos 13 filhos, quatro morreram e todos os outros ingressaram na vida religiosa. O mesmo caminho foi feito por Zélia. Quando ficou viúva, ela entrou para a Congregação do Sacratíssimo Coração, no Largo do Machado. 

Dom Roberto Lopes, delegado arquiepiscopal para a Causa dos Santos da Arquidiocese do Rio, lembra que casais beatificados na Igreja Católica são raros. Segundo ele, chegou-se a pensar em abrir o processo apenas para Zélia, mas foram constatadas as virtudes de Jerônimo e o processo contempla os dois. “Zélia era mãe zelosa e Jerônimo era muito generoso. Pagava salário aos escravos e providenciava saúde e educação para eles.” 

A primeira tentativa de tornar Zélia beata foi em 1937, quando Monsenhor Castelo Branco, então pároco da Paróquia Nossa Senhora de Copacabana, fez o translado do corpo para a igreja. “Grande multidão seguiu o cortejo. Não sabemos por que o processo não foi iniciado à época”, conta Dom Roberto. (Leia mais abaixo)

Em outubro, a 3ª Assembleia do Sínodo dos Bispos, convocada pelo Papa Francisco, no Vaticano, terá como tema a Família. “É oportuno que a Igreja do Rio possa apresentar o processo deste casal que viveu o amor em profunda virtude matrimonial”, disse o presidente da comissão governamental da JMJ Rio2013, Luiz Carlos Pugialli.



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