Cinco dias após a cheia que atingiu diversas cidades do Norte e Noroeste do estado do Rio de Janeiro, o Rio Muriaé, um dos maiores da região, começa a recuar. Com a redução a baixa do nível da água, os rastros de destruição começam a aparecer na cidade. No posto de saúde Doutor Rauí Travassos, funcionários da prefeitura de Itaperuna trabalhavam para tentar limpar a rua. No local, a cerca de 250 metros do Muriaé, dezenas de peixes tentavam sobreviver nas poças deixadas pela enchente.
– O peixe não escolhe a rua que vai né?! - brinca uma funcionária do posto. (Leia mais abaixo)
Na mesma região, o hospital São José do Avaí, um dos maiores da região, só manteve o atendimento porque possui um bote para usar em casos como esse. Os maqueiros transportaram pacientes e até um caixão e familiares de um paciente morto por mais de 100 metros.
Nesta terça-feira, apesar da água já não atrapalhar o acesso, as pegadas de barro na recepção e funcionários de botas e enxadas não deixam os moradores da região esquecer do que muitos chamam "uma das piores enchentes".
– Trabalhamos todos esses dias com a ajuda do bote, se não, não haveria como continuar o atendimento. Chegaram grávidas, pacientes oncológicos e casos graves aqui – contou Valdeci Souza, brigadista e porteiro do hospital.