Equipes da Subsecretaria de Atenção Especiação em Saúde, através do Setor de Regulação de Oncologia, e do Centro de Referência e Tratamento da Mulher (CRTM) se reuniram nesta segunda-feira (26) para alinhamento do fluxograma do exame de mamotomia — biópsia da mama — ofertado a pacientes do núcleo de mastologia do projeto Campos sempre Rosa. O exame, complementar aos convencionais quando necessário, é 100% custeado pela Prefeitura de Campos.
Atualmente são oferecidos 10 exames por mês, exclusivamente para pacientes campistas. “Esse exame não é ofertado pelo SUS. Quem arca é o município e a realização ocorre em duas unidades contratualizadas. As pacientes passam pela consulta no Campos sempre Rosa, sendo identificada a necessidade, após a realização de ultrassom ou de mamografia, tendo microcalcificações, elas são encaminhadas para a Regulação de Saúde para fazer a mamotomia”, explica a diretora do CRTM, Alessandra Crespo. (Leia mais abaixo)
A mastologista Maria Nagime Barros Costa Yunes, responsável pelo Núcleo de Mastologia do Campos sempre Rosa, explica que a mamotomia é um procedimento minimamente invasivo e tecnologicamente avançado, utilizado para diagnosticar lesões mamárias não palpáveis.
“Guiada por mamografia ou ultrassonografia, a mamotomia permite a análise precisa dessas lesões, possibilitando o diagnóstico e, em alguns casos, a remoção completa da lesão. Isso pode evitar que a paciente necessite de uma intervenção cirúrgica para investigação da lesão suspeita identificada em exames de imagem. Trata-se de um método moderno, amplamente empregado em centros médicos de diversos países. A Prefeitura de Campos oferece a mamotomia, em casos específicos e de acordo com um protocolo estabelecido, visando garantir o acesso das pacientes residentes do município a esse procedimento de alta tecnologia”, declarou. (Leia mais abaixo)
O Campos sempre Rosa foi implementado em 2024 com foco de levar informação, atendimento especializado e exames de forma contínua aos munícipes, sejam do sexo feminino ou masculino com suspeita ou diagnóstico de câncer de mama. O projeto funciona no CRTM. De acordo com Alessandra Crespo, o atendimento é para mulheres com nódulos palpáveis, seja identificado no toque pessoal, ou identificado por médico e enfermeiro da Atenção Primária em Saúde. “Aqui, essa paciente passa pela triagem com uma enfermeira, identificado o nódulo, é encaminhada para consulta com a médica”, diz Alessandra.
Em 2025, o Campos sempre Rosa realizou 4 mil atendimentos. Foram realizadas 60 biópsias convencionais e 46 mamotomia. Ao todo 160 pacientes foram encaminhados para tratamento em Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons). (Leia mais abaixo)
“Buscamos sempre o diagnóstico precoce porque muitas vezes, através desses exames, já é diagnosticado se é maligno ou benigno. Sendo benigno, o tratamento segue uma outra linha. E maligno, tendo o diagnóstico precocemente, o tratamento também traz um resultado mais positivo para as pacientes”, completou a diretora do CRTM.